PR: “TotalEnergies Regressará a Cabo Delgado no Primeiro Trimestre de 2024”

Amultinacional petrolífera francesa, TotalEnergies, que lidera o projecto Mozambique LNG, instalado na península de Afungi, distrito de Palma, província nortenha de Cabo Delgado, poderá retomar a actividade nos próximos três meses de 2024.


Escrita Por: Administração | Publicado: 2 years ago | Vizualizações: 5897 | Categoria: Economia


O previsão foi revelada nesta quinta-feira, 21 de Dezembro, em Maputo, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, durante a cerimónia de recepção da comunidade moçambicana na diáspora, por ocasião das festividades do Natal e Ano Novo. “Para o primeiro trimestre do próximo ano, espera-se a retoma dos projectos em terra, especialmente do projecto Mozambique LNG operado pela TotalEnergies”, afirmou o estadista. Tal deve-se ao “esforço empreendido pelas Forças de Defesa e Segurança de Moçambique (FDS) apoiadas por um contingente militar da Força de Defesa do Ruanda e pela Missão Militar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, o que influenciou na redução dos ataques terroristas”, acrescentou o chefe do Estado. a d v e r t i s e m e n t A TotalEnergies suspendeu as actividades em Cabo Delgado na sequência de um ataque armado perto das instalações do empreendimento, em Março de 2021, no contexto da violência armada que tem sido protagonizada por insurgentes na província. O projecto Mozambique LNG é um dos maiores em África, com um custo estimado de 20 mil milhões de dólares e uma capacidade de produção de 12,9 milhões de toneladas por ano. Envolve o desenvolvimento de campos de gás offshore na bacia do Rovuma e a construção de uma fábrica de GNL em terra e de um terminal de exportação na península de Afungi. Espera-se que gere receitas e benefícios significativos para a economia e o povo moçambicanos, e que contribua para a transição e segurança energética global. A TotalEnergies é o operador e o maior accionista do projecto, com uma participação de 26,5%. Os outros parceiros incluem a empresa pública moçambicana ENH, a empresa japonesa Mitsui, a tailandesa PTTEP e as empresas indianas ONGC Videsh, Bharat Petroleum e Oil India. O projecto assegurou contratos de longo prazo com compradores da Ásia e da Europa, como a China National Offshore Oil Corporation, a Tokyo Gas, a Centrica e a Shell. A província de Cabo Delgado tem vindo a ser afectada por um conflito desde 2017 que aterroriza as populações. Grupos de rebeldes armados têm pilhado e massacrado aldeias e vilas um pouco por toda a província e uma variedade de ataques foi reivindicada pelo ‘braço’ do autoproclamado Estado Islâmico naquela região. O conflito já provocou mais de 4000 mortes (dados do The Armed Conflict Location & Event Data Project) e pelo menos um milhão de deslocados, de acordo com um balanço feito pelas autoridades moçambicanas. Fonte: https://www.diarioeconomico.co.mz/2023/12/22/oilgas/pr-totalenergies-regressara-a-cabo-delgado-no-primeiro-trimestre-de-2024/
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