Fontes renováveis representam 91% da energia consumida no país

Noventa e um por cento da energia consumida em Angola é proveniente de fontes renováveis e a produção de fonte hídrica representa 87 por cento, enquanto a solar cerca de 4 por cento.


Escrita Por: Administração | Publicado: 1 year ago | Vizualizações: 2452 | Categoria: Economia


Esses dados foram avançados pelo presidente do Conselho de Administração da Empresa Pública de Produção de Electricidade (PRODEL), Pedro Afonso, quando falava na terça-feira, em Lisboa, Portugal, durante o 1º Seminário de Energia e Clima da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). O gestor principal da PRODEL, que representa o Ministério da Energia e Águas (MINEA) no evento, revelou que no sistema interligado (Norte-Centro), o consumo é 100 por cento renovável (+Verde). As centrais termoeléctricas permanecem em "Standby” e disponíveis apenas para atender eventuais compensações de carga em cenário de défice hidrológico. O processo de Angola na utilização de fontes solares teve início em 2018, com a instalação de centrais híbridas que combinam energia solar e térmica em redes isoladas. Esse projecto pioneiro obteve sucesso significativo, o que impulsionou a transição para projectos estruturantes solares em larga escala. O crescimento da demanda por energia eléctrica traz consigo diversos desafios para o Sector Eléctrico Angolano. Alguns destes desafios incluem a garantia da universalização do acesso à electricidade de forma fiável, ambientalmente sustentável e a preços acessíveis. Para Pedro Afonso, investimentos em infra-estrutura de energia decorrem em todo o país, visando promover a diversificação da matriz energética por meio de um enfoque nas fontes renováveis de energia em particular a hídrica e a solar. Esses investimentos têm como objectivo reduzir o impacto ambiental, garantir a sustentabilidade do sector e o desenvolvimento económico e social do País. "Os novos projectos em energias renováveis permitirão o acesso à electrificação rural e serão implantados em 125 localidades nas regiões Leste e Sul de Angola e beneficiarão cerca de 2 milhões de habitantes”, informou o PCA da PRODEL, durante a sua prelecção no evento da CPLP. Acrescentou que, com a injecção de fontes não poluentes centrais fotovoltaicas Angola reduz os custos operacionais e com o combustível. "Com a penetração de energias limpas, em 8 anos, Angola poupa cerca de 876 milhões de litros de combustível. Se considerarmos 1 litro de gasóleo a 135 kwanzas durante este período, o Governo angolano poupou cerca de 118. 260.000.000 (cento e dezoito mil duzentos e sessenta milhões de kwanzas”, disse. Sistema electroprodutor A partir de 2022, o sistema electroprodutor angolano passou a contar com a exploração de parques solares, destacando-se o Parque Solar do Biópio com 188,8 Megawatt (MW). Este projecto é notável por ser o maior empreendimento solar no Sul de África. Entre 2015 e 2023 novas centrais hidroeléctricas foram implantadas e reabilitadas em várias províncias com maior ênfase para a construção da central de Laúca, actualmente, a maior central de Angola com 2.070 MW instalados. Os principais projectos solares encontram-se em Malanje, 400 MW, Catete (Luanda) 140 MW e em Cabinda, 90 MW. O gestor da PRODEL esclareceu que há perspectivas de evolução quanto à "Energia +verde" até 2027, estando prevista em Angola uma matriz com cerca de 77 por cento de energia renovável dos quais 14,78 por cento de energia solar até 2027, o que impulsiona para a contribuição térmica, reduzindo para 22,66 por cento (sistemas isolados e garantia da segurança energética). O evento, que decorreu no auditório da sede da CPLP, em Lisboa, reuniu membros do Governo, líderes de empresas de energia e financiadores num debate sobre a transição energética nos Estados membros da CPLP, sob o lema "O contributo dos mecanismos de financiamento climático para a aceleração da transição energética nos Estados-Membros da CPLP”. Para além de Pedro Afonso, estiveram a participar, igualmente, no encontro da CPLP, o PCE da Sonagás, Manuel Barros, e o Administrador da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), Artur Custódio.
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