MEF: Dívida Pública Cresce 2,8% e Chega a Quase 1 Bilião de Meticais

Dados da execução orçamental do Ministério da Economia e Finanças (MEF) indicam que o ‘stock’ da dívida pública do País cresceu 2,8% no primeiro trimestre de 2024, para 999 mil milhões de meticais (14,5 mil milhões de euros).


Escrita Por: Administração | Publicado: 1 year ago | Vizualizações: 3236 | Categoria: Economia


O relatório, a que a Lusa teve acesso esta quarta-feira, 8 de Maio, indica que este volume total de dívida, contraída interna e externamente, compara com os 971,4 mil milhões de meticais (14,1 mil milhões de euros) no mesmo período de 2023. a d v e r t i s e m e n t “Em linha com a tendência de estabilização do ‘stock’ da dívida externa, ao longo do primeiro trimestre, o Governo não contraiu nenhum novo empréstimo, tendo, entretanto, rubricado seis acordos de financiamento sob a forma de donativos no valor total de 194,9 milhões de dólares (12,3 mil milhões de meticais) junto de parceiros multilaterais, designadamente o Banco Mundial e o Banco Africano de Desenvolvimento”. Ministério da Economia e Finanças Da dívida total do Estado em 31 de Março de 2024, 651,1 mil milhões de meticais (9,4 mil milhões de euros) correspondiam a endividamento externo (multilateral, bilateral e títulos da dívida soberana), que neste caso recuou face ao primeiro trimestre de 2023, quando esse ‘stock’ era de 615,6 mil milhões de meticais (8,9 mil milhões de euros). Outras Notícias Para Ler Reino Unido Devolve 829,5 Mil Libras a Moçambique de Activos Ilícitos Reino Unido Devolve 829,5 Mil Libras a Moçambique de Activos Ilícitos 8 DE MAIO, 2024 BCI Oferece Mobiliário a Hospitais em Maputo BCI Oferece Mobiliário a Hospitais em Maputo 8 DE MAIO, 2024 Bolsas Encaminham-se para Novos Recordes com Biden a Impulsionar Ásia Fecha no Vermelho e Europa Aponta Para Terreno Negativo 8 DE MAIO, 2024 ProConsumer Regista Elevado Número de Reclamações Devido às Alterações Nos Serviços de Telecomunicações ProConsumer Regista Elevado Número de Reclamações Devido às Alterações Nos Serviços de Telecomunicações 8 DE MAIO, 2024 Segundo a explicação da agência Lusa, no endividamento interno, que inclui emissão de bilhetes e títulos do Tesouro, bem como empréstimos do Banco de Moçambique, o ‘stock’ passou de 313,7 mil milhões de meticais (4,5 mil milhões de euros) para 347,8 mil milhões de meticais (cinco mil milhões de euros) num ano. Um relatório anterior do Ministério da Economia e Finanças, de Abril, sobre a dívida pública alerta para o ritmo de crescimento do endividamento interno, que, a manter-se, ameaça o processo de reversão da sua insustentabilidade “nesta geração”. “Caso a dívida interna continue a crescer no ritmo actual ao longo dos próximos cinco anos, a repartição do ‘stock’ poderá até 2029 se equilibrar em 50% interna ou 50% externa, com uma carteira dominada por instrumentos puramente comerciais, cenário que comprometeria as possibilidades de reversão do quadro de insustentabilidade da dívida nesta geração”. Relatório do MEF sobre a dívida pública de 2023 O documento acrescenta que, à medida que as taxas de juro de Bilhetes do Tesouro (BT, maturidades curtas) e Operações do Tesouro (OT, maturidades mais longas) “têm aumentado, o custo do financiamento interno vem impulsionando um contínuo ajustamento em alta da taxa de juro média ponderada da carteira de empréstimos do Governo”. “A taxa passou de 5% em 2021 para 5,8% em 2022 e agora 6,5% em 2023, perfazendo em dois anos um aumento cumulativo de 150 pontos base”, refere-se no relatório, no qual se alerta igualmente que o “risco de refinanciamento, traduzido na crescente concentração de vencimentos da dívida pública no horizonte de curto prazo, representa a maior vulnerabilidade”. Segundo o mesmo relatório, a dívida interna contraída por Moçambique, acumulada até 31 de Dezembro de 2023, ascendia ao equivalente a 4,9 mil milhões de dólares (309,6 mil milhões de euros). O peso das emissões de BT no ‘stock’ total da dívida moçambicana passaram de 4%, em 2019, para 9%, em 2023, enquanto o peso das OT passou de 8% para 16% no mesmo período. “Nos últimos dois anos, o tempo médio para maturidade reduziu de dez para oito anos, o que sugere que a cada ano a maturidade média da carteira do Governo reduz em um ano. Pouco mais de um terço de toda a dívida vence dentro de um ano. Na actual conjuntura de pressões na Tesouraria do Estado, este sobrecarregado ciclo de vencimentos da dívida interna aumenta o risco de materialização ao longo do ano de um cenário em que o tratamento das prestações vencidas por refinanciamento comercial será a única opção ao dispor do Governo”. Ministério da Economia e Finanças
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