Mpanda Nkuwa: BAD Defende Que Hidroeléctrica Deve Assegurar Interesses do País e Acautelar Mudanças Climáticas

OBanco Africano de Desenvolvimento (BAD) defendeu, nesta quinta-feira (18), que a futura Hidroeléctrica de Mpanda Nkuwa, que estará localizada na província de Tete, no centro do País, deve dar prioridade aos interesses dos Moçambicanos e acautelar o impacto das mudanças climáticas para a infra-estrutura.


Escrita Por: Administração | Publicado: 1 year ago | Vizualizações: 2040 | Categoria: Economia


Falando à margem das Reuniões de Primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), que decorrem esta semana em Washington, nos Estados Unidos da América, o vice-presidente do BAD para a área da energia, mudanças climáticas e crescimento verde, Kevin Kariuki, enfatizou que os interesses do País devem estar em equilíbrio com os dos investidores, recordando que o projecto de construção está orçado em 5 mil milhões de dólares. “É importante que haja uma relação simétrica entre as expectativas do País e dos investidores. Temos o papel de assegurar que os acordos sobre o projecto respondam às aspirações do povo moçambicano”, afirmou. a d v e r t i s e m e n t Outras Notícias Para Ler África: Eni Aposta no Agro-Negócio Para Expandir a Produção de Biocombustíveis IAE 2024: Eni Moçambique Apresenta Optimização Dos Investimentos no Gás 19 DE ABRIL, 2024 Bolsas Optimistas à Espera de Biden e Jinping mas Cautelosas com Covid-19 Receios de Alastramento do Conflito no Médio Oriente Alimentam Preços do Ouro 19 DE ABRIL, 2024 Shaazia Adam Exibe Marca “Mina” Além Fronteiras Shaazia Adam Exibe Marca “Mina” Além Fronteiras 19 DE ABRIL, 2024 CTA Condenada a Pagar Indemnização de 24,3 Milhões de Meticais à Construtora do Mondego 19 DE ABRIL, 2024 O responsável realçou a importância da avaliação do impacto das mudanças climáticas para a infra-estrutura, assinalando que na região do rio Zambeze, cuja água sustentará a futura hidroeléctrica, já ocorreram “três incidentes de seca” nos últimos dez anos, que “encolheram” o caudal. Na terça-feira (16), o director do gabinete do Projecto da Hidroelétrica de Mpanda Nkua, Carlos Yum, explicou que o cumprimento de padrões internacionais ambientais é essencial para a mobilização de financiamento para o empreendimento. “Se nós não obedecermos a isso [às exigências ambientais], mais difícil será o financiamento”, clarificou. “Hoje em dia, estas instituições financeiras internacionais, sejam multilaterais ou comerciais, têm a obrigação de, no seu balanço, terem bem visíveis estas preocupações sociais e ambientais”, acrescentou. Referindo-se ao facto de a futura Hidroeléctrica de Mpanda Nkuwa ter como base a fonte hídrica, Carlos Yum assinalou que o peso daquele recurso na transição energética também torna atractivo o financiamento do empreendimento. Yum defendeu que o projecto tem também compromissos com a componente social, nomeadamente o reassentamento das populações dentro da lei e a boa governança. “Isso é parte do nosso ADN e quanto melhor cumprirmos estas premissas, melhor é a qualidade de financiamento”, enfatizou, acrescentando que o projecto está estruturado de forma credível para mobilizar os recursos necessários ao seu desenvolvimento. O empreendimento levará cinco anos a ser construído, prevendo-se o início da sua operação para 2031. Será composto por uma central hidroeléctrica com capacidade de produção de 1500 megawatts e por uma linha de transporte de alta tensão com 1350 a 1400 quilómetros, que sairá de Tete, no centro de Moçambique, até Maputo. a d v e r t i s e m e n t Em Dezembro último, o Governo e um consórcio liderado pela Electricidade de França (EDF) assinaram acordos para a implementação do projecto. O consórcio internacional é constituído também pela petrolífera francesa TotalEnergies e pela japonesa Sumitomo Corporation, detendo conjuntamente 70% da hidroeléctrica. Em representação do Estado moçambicano, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) e a Electricidade de Moçambique (EDM) detêm os restantes 30%. Com Mpanda Nkua em operação, o Executivo espera garantir a segurança energética para as necessidades domésticas e colocar o país como pólo regional no fornecimento deste recurso.
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