Manica: Autoridades Florestais Arrecadaram 9 Milhões de Meticais em Multas no Primeiro Semestre
Autoridades florestais na província de Manica, centro de Moçambique, arrecadaram um total de 9 milhões de meticais em multas durante o primeiro semestre deste ano. De acordo com o jornal notícias, no período em análise foram realizadas 38 operações, que resultaram na apreensão de 140 sacos de carvão vegetal e 113 metros cúbicos de madeira cerrada e em toros.
Escrita Por: Administração |
Publicado: 1 year ago |
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Categoria: Economia
“Os principais destinos da madeira contrabandeada têm sido os mercados sul-africano e chinês, e as espécies mais apreendidas são a Chanfuta, Panga-Panga, Chanate e Monzo”, revelou o chefe do Departamento de Fiscalização Ambiental na Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA), José Manuel.
a d v e r t i s e m e n t
O responsável avançou que se tem verificado, com muita frequência, a exploração sem licença, salientando que um dos principais desafios para travar a actividade é a falta de fundos para a aquisição de meios circulantes, bem como a ausência de materiais tecnológicos com capacidade de ajudar no processo de fiscalização e rastreio em diferentes áreas florestais.
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“Em Manica, há um total de 90 fiscais, dos quais 10 são mulheres, a trabalharem em seis postos fixos e estratégicos de fiscalização. Devemos todos ser responsáveis e implacáveis contra qualquer tentativa de corrupção no exercício das actividades para, deste modo, combatermos o abate indiscriminado de árvores e das espécies protegidas no País”, sublinhou.
“Os principais destinos da madeira contrabandeada têm sido os mercados sul-africano e chinês, e as espécies mais apreendidas são a Chanfuta, Panga-Panga, Chanate e Monzo”
Recentemente, a organização não-governamental (ONG) americana Environmental Investigation Agency (EIA) explicou que as exportações ilegais da madeira para a China ajudam a financiar o terrorismo na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, salientando que milhares de toneladas saem do País todos os anos.
“As exportações de madeira ligadas aos insurgentes fazem parte de um comércio mais vasto em que centenas de milhares de toneladas estão a ser levadas ilegalmente para a China todos os anos, desafiando a lei nacional e um tratado internacional sobre a vida selvagem. De acordo com a legislação, a exportação de todos os toros de madeira não processados de qualquer espécie é proibida, assim como a exportação de certas espécies ameaçadas de extinção sob qualquer forma”, avançou o relatório.
Alexandra Bloom, analista sénior de comércio e política da EIA, revelou que várias fontes disseram à organização que “os insurrectos estão pessoalmente envolvidos no corte da madeira e na sua venda em Montepuez, província de Cabo Delgado, onde é misturada com outra e vendida para exportação”.
O relatório apontou fontes anónimas que afirmam que os insurgentes usam intermediários para traficar o recurso natural através da província, normalmente para o distrito de Montepuez, onde é vendida a empresas chinesas como a CAM International e a Mozambique First International Development, ambas com um historial de manuseamento de madeira comercializada ilegalmente.