Ministério da Economia e Finanças Gere Bens Ilícitos Apreendidos Avaliados em 37,2 Milhões de Dólares
O Ministério da Economia e Finanças (MEF), através do seu Gabinete de Gestão de Activos (GGA), fez saber que está a gerir um total de 2271 bens, avaliados em 2,4 mil milhões de meticais (37,2 milhões de dólares), apreendidos no âmbito das acções de combate a actividades criminosas em Moçambique.
Escrita Por: Administração |
Publicado: 1 year ago |
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Categoria: Economia
De acordo com dados publicados pela Lusa, na lista destes activos apreendidos essencialmente desde 2022, contam-se 80 imóveis, dos quais 73,58% resultaram de fraude fiscal e crimes tributários e 12,86% de tráfico de estupefacientes.
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Nesta vertente, segundo a informação, o GGA realizará na quinta-feira, 3 de Outubro, a venda em hasta pública de vários destes activos, num leilão a ter lugar na sede do Ministério da Economia e Finanças, na cidade de Maputo.
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O MEF passou este ano a gerir os activos e bens apreendidos ou recuperados a favor do Estado. A medida consta do decreto presidencial 02/2024, de 4 de Março, que reconhece a necessidade de rever as atribuições e competências do Ministério da Economia e Finanças.
“Em concreto, sobre as atribuições que já estão em vigor, entre outras, a entidade assume a administração de activos e bens apreendidos ou recuperados a favor do Estado, no âmbito de processos nacionais ou de actos decorrentes da cooperação jurídica e judiciária internacional”, recordou a publicação.
Na gestão de activos apreendidos, o decreto estabelece ainda que o Ministério deve “conservar, proteger e gerir os activos e bens apreendidos à guarda do Estado, de forma diligente e zelosa”, bem como “determinar a alienação, capitalização, venda e afectação ao serviço público ou destruição dos bens” recuperados.
Diante do novo cenário, o MEF explicou que esta redefinição das competências consiste em adequar as responsabilidades da entidade a novos desenvolvimentos, reforçando a transparência e a boa governança em áreas cruciais.
Na mesma época, a instituição passou a assumir também a gestão do Comité Executivo de Coordenação para a remoção do País da lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI).
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“A entidade desempenhará um papel fundamental no reforço do sistema financeiro nacional e na implementação de acções necessárias para o cumprimento das exigências internacionais de prevenção e combate ao branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e da proliferação de armas de destruição em massa”, concluiu.