“Mudanças Climáticas Criam Crise Alimentar Aguda” – Autoridades
As autoridades governamentais dizem que a pobreza nas zonas rurais agrava a situação dos cidadãos afectados pelas calamidades naturais. No entanto, organizações da sociedade civil indicam que o número de pessoas a necessitar de ajuda alimentar urgente é superior ao indicado pelas autoridades governamentais, informou na segunda-feira, 29 de Julho, a agência Voz de América (VOA).
Escrita Por: Administração |
Publicado: 1 year ago |
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Categoria: Economia
Segundo o órgão, mais de 120 mil pessoas estão numa situação de crise alimentar aguda devido a choques climáticos, nomeadamente seca, cheias e inundações que afectaram a produção agrícola nas províncias de Inhambane e Maputo, no sul do País. Em Inhambane, algumas pessoas sobrevivem de tubérculos e frutos silvestres e queixam-se da falta de assistência por parte das autoridades governamentais.
Na província de Inhambane, o distrito de Funhalouro é o mais afectado pela seca porque há cerca de dois anos que não chove, impossibilitando a produção agrícola. O governador da província, Eduardo Mussanhane, disse, no entanto, que tudo está a ser feito para mitigar o sofrimento das pessoas afectadas pela fome em Funhalouro.
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Distribuição de alimentos
Entretanto, António Pacheco, do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar (SETSAN), explicou que pelo menos 96 mil pessoas necessitam de apoio alimentar urgente, nos distritos de Matutuine, Manhiça, Namaacha e Magude, igualmente por causa de choques climáticos, sobretudo chuvas e calor intenso.
Organizações da sociedade civil apontam que o número de pessoas que necessitam de ajuda alimentar urgente é superior ao indicado pelas autoridades governamentais, sendo necessário engajar esforços para reverter a situação.
A secretaria executiva do SETSAN, Leonor Mondlane, informou que cerca de 2,9 milhões de pessoas estarão em situação de insegurança alimentar aguda em Moçambique até Setembro próximo, e deste total, 510 mil carecem de ajuda humanitária urgente.