PR Anuncia Construção de Memorial da Paz na Gorongosa
O Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou esta quarta-feira, 7 de Agosto, no Parlamento, um entendimento com a Renamo para construir um Memorial Nacional da Paz, na Serra da Gorongosa, local onde foi acordado o fim das hostilidades, em 2019.
Escrita Por: Administração |
Publicado: 1 year ago |
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Categoria: Economia
“Trocámos esta visão com a liderança da Renano. O memorial vai homenagear os protagonistas dos processos de paz em Moçambique e fazer da Gorongosa uma referência nacional e internacional na construção da paz, tolerância e reconciliação”, anunciou o chefe do Estado, ao fazer o balanço anual do Estado da Nação, na Assembleia da República, em Maputo.
No dia 1 de Agosto de 2019, foi assinado, na Gorongosa, o Acordo de Cessação Definitiva das Hostilidades Militares, entre o Governo e o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Ossufo Momade, após anos de conversações com o histórico líder e fundador Afonso Dhlakama (1953–2018).
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Filipe Nyusi e Ossufo Momade
Já no dia 6 de Agosto de 2019, em Maputo, foi assinado o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, o terceiro, que agora está a ser materializado, entre o actual chefe do Estado e o presidente da Renamo.
Na última semana, assinalaram-se os cinco anos da assinatura destes dois últimos acordos, que continuam em vigor e levaram à desmilitarização da Renamo. “Contudo, um aniversário não pede apenas alegria. Essa alegria deve ser materializada em algo concreto. Essa festa merece uma prenda”, disse Filipe Nyusi, citado pela agência Lusa.
No dia 1 de Agosto de 2019 foi assinado, em Gorongosa, o Acordo de Cessação Definitiva das Hostilidades Militares, entre o Governo e o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Ossufo Momade, após anos de conversações com o histórico líder e fundador Afonso Dhlakama (1953-2018)
“Queremos que Gorongosa deixe de ser associada à guerra, mas sirva de fonte de inspiração para a actual e futuras gerações na convivência pacífica entre homens, mas também entre os homens e a natureza. Que Gorongosa se torne um testemunho vivo de como uma nação pode superar as suas divisões mais profundas e construir um futuro de harmonia entre a humanidade e a natureza”, concluiu.
Assinatura do acordo
Antes destes dois entendimentos, o Acordo Geral de Paz de 1992 colocou fim a uma guerra de 16 anos, opondo o exército governamental e a guerrilha da Renamo. Foi assinado em Roma, entre o então Presidente, Joaquim Chissano, e Afonso Dhlakama, líder histórico da Renamo, que morreu em Maio de 2018.
Em 2013, sucederam-se outros confrontos entre as partes, que duraram 17 meses e só pararam com a assinatura, em 5 de Setembro de 2014, do Acordo de Cessação das Hostilidades Militares, entre Dhlakama e o antigo chefe do Estado, Armando Guebuza.
Queremos que Gorongosa deixe de ser associada à guerra, mas sirva de fonte de inspiração para a actual e futuras gerações na convivência pacífica entre homens, mas também entre os homens e a natureza. Que Gorongosa se torne um testemunho vivo de como uma nação pode superar suas divisões mais profundas e construir um futuro de harmonia entre a humanidade e a natureza
Filipe Nyusi
O Presidente da República apresentou esta quarta-feira, na Assembleia da República, pela última vez face à realização de eleições gerais em Outubro, a informação anual sobre a situação geral da Nação.
A informação anual do chefe do Estado, que não se recandidata ao cargo nas eleições de 9 de Outubro por ter atingido o limite constitucional de dois mandatos, decorreu em sessão plenária solene, no Parlamento, em Maputo, mas foi antecipada, face à data habitual, de Dezembro, devido à realização das eleições.