Dez Conselhos de Poupança Que Passam de Geração em Geração
Há conselhos de poupança que passam de geração em geração, mas raramente aparecem escritos nos livros. São dicas simples, vindas de quem já viveu muito antes de nós e sabe como guardar um extra no fim do mês.
Escrita Por: Administração |
Publicado: 2 years ago |
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Categoria: Economia
Para colocar em prática estes conselhos, não é preciso ter conhecimentos avançados de finanças nem de investimentos – basta ter vontade de recuar um pouco às origens, retomar hábitos tradicionais e fugir da modernidade que, no fim das contas, acaba por sair mais cara.
a d v e r t i s e m e n t
Estes são os dez conselhos de poupança que passam de geração em geração. Não vão torná-lo milionário, mas vão certamente fazer-se notar quando fizer as contas no final do mês.
A roupa não é para usar e deitar fora
Não vai ser preciso andar a procurar muito para encontrar familiares que tenham usado, na infância, roupa e calçado que já tinham sido de irmãos e primos. Comprar roupa nova a toda a hora é uma moda muito recente, e esse é um dos melhores conselhos de poupança que podemos aprender com as gerações mais velhas.
Para facilitar a reutilização de roupas, sobretudo em famílias mais numerosas, é boa política apostar em peças neutras, que possam ser usadas por meninas e meninos.
O material escolar também não é descartável
O reaproveitamento que se faz de roupa e calçado também pode ser aplicado ao material escolar. Cadernos, canetas, mas principalmente réguas, esquadros, compassos e outras ferramentas que não se gastam com facilidade podem perfeitamente ser usados vários anos seguidos por diferentes alunos.
Se tem filhos em idade escolar, faça uma pesquisa entre familiares e amigos com filhos de idades semelhantes. Uma bolsa de troca de materiais é uma boa estratégia de poupança colectiva.
Comprar a granel compensa mais
Outro dos conselhos de poupança que passam de geração em geração está relacionado com as compras. Comprar a granel sai invariavelmente mais barato do que comprar embalado, da mesma forma que comprar o produto cru ou no estado original tende a sair mais barato do que comprar o mesmo produto já processado.
Sobras de comida dão novos (e saborosos) pratos
Pense em quantas vezes viu a sua avó a deitar comida ao lixo. Não consegue? Normal: as avós não deitam comida fora!
Aproveitar as sobras de uma refeição para a próxima é uma prática tão comum que, se lhes perguntarmos, os nossos pais e avós nem consideram novidade na lista dos conselhos de poupança. De carnes que já foram cozinhadas fazem-se empadões, feijoadas e rissóis, e de legumes já cozinhados fazem-se ainda novas sopas.
Além de ser amigo do bolso, o hábito de aproveitar a comida até ao fim também é amigo do ambiente, na medida em que reduz o desperdício e evita a produção desnecessária de alimentos.
O mealheiro é o melhor amigo dos imprevistos
A velha táctica do mealheiro não perde valor. As gerações mais velhas tinham muito o hábito de ir separando umas moedinhas e algum dinheiro que, posteriormente, aproveitavam para fazer face a imprevistos, evitando desequilibrar o orçamento familiar.
Claro que, hoje em dia, há soluções tecnológicas para este desafio, como as contas poupança, mas se quiser mesmo seguir o método tradicional basta guardar uma caixinha num armário lá de casa. Metical a metical, ao fim de alguns meses, vai ficar surpreendido!
O lixo de uns é o luxo de outros
Não, não estamos a falar de mergulhar de cabeça num contentor de rua. O que queremos dizer é que aquilo que a algumas pessoas já não serve pode dar muito jeito a outras, e por isso não faz sentido deitar fora.
Comprar coisas em segunda mão está na lista dos conselhos de poupança que passam de geração em geração, e merece bem o lugar que ocupa. Mobílias, bicicletas e até roupas podem ser compradas em lojas de usados ou directamente a vizinhos e conhecidos. Saem muito mais em conta, cumprem a mesma função e ainda evitam o desperdício de materiais que, de outra forma, acabariam numa lixeira.
A horta é a melhor amiga da família
É certo que nas cidades é praticamente impossível ter uma horta, mas se tiver um espaço exterior em casa que possa aproveitar, vale muito a pena começar a plantar umas sementes.
Uma horta caseira não é igual à prateleira do supermercado, mas é garantido que providencia um sustento relevante. Legumes e frutas, sempre frescos e com qualidade, não se arranjam a custo zero. No fim do mês, quem tem uma horta composta também tem uma poupança extra.
As feiras são oportunidades
Os conselhos de poupança que passam de geração em geração incluem, quase sempre, uma visita semanal à feira da sua cidade. Das roupas aos legumes, há de tudo um pouco e com preços altamente competitivos – que, ainda por cima, são sempre negociáveis.
Além da poupança imediata, as feiras têm ainda a vantagem da fidelização: umas quantas visitas seguidas e começa a conhecer os vendedores pelo nome, o que ajuda sempre não só a regatear os preços, mas também a conseguir que lhe guardem o melhor produto.
A criatividade aguça o engenho
Este é daqueles conselhos de poupança que servem melhor aos mais habilidosos, mas que podem evitar muitos gastos supérfluos. Se tem jeito para trabalhos manuais, experimente improvisar equipamentos de que precisa em vez de comprá-los.
As prestações são o plano Z
Quantas vezes ouviu os seus avós a conversarem sobre a prestação que pagaram ao banco para comprar casa?
Pois é, os nossos avós (e, em muitos casos, os nossos pais) evitavam a todo o custo tudo o que envolvesse um pagamento em prestações. Claro que, em pleno século XXI, muita coisa mudou e já não é possível pagar tudo a pronto, mas é sempre bom manter a mentalidade e ficar longe das prestações quando elas não são mesmo necessárias. Telemóveis, férias, jóias, tecnologias e outras coisas semelhantes não justificam o pagamento de juros. Opte por restringir os créditos ao essencial.
É importante salientar que estes são apenas alguns dos conselhos de poupança que passam de geração em geração. Em conversa com familiares e amigos vai, certamente, descobrir muitos mais, alguns até mais úteis para o seu dia-a-dia ou mais adaptáveis à sua dinâmica familiar. Ainda assim, lembre-se que “para viver bem, é preciso gastar menos do que se tem”.
Fonte: Ekonomista