Plataforma flutuante chega no início de 2022

O MINISTRO dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique, Max Tonela, reafirmou  que a plataforma flutuante que vai ser o primeiro projecto a produzir gás natural na bacia do Rovuma estará em águas moçambicanas no primeiro trimestre de 2022. 


Escrita Por: Administração | Publicado: 4 years ago | Vizualizações: 3 | Categoria: Economia


A construção da plataforma "está a cerca de 90%, os trabalhos deverão ser concluídos em Dezembro para que no primeiro trimestre do próximo ano esteja já nas águas de Moçambique”, declarou Max Tonela. 

O governante refere que tudo está encaminhado para que a operação arranque em Julho de 2022. 

O projecto “está dentro do plano e estamos felizes com o seu progresso”, sublinhou.  

A plataforma faz parte do consórcio da Área 4 liderado pela Exxon Mobil e Eni e vai processar o gás para exportação diretamente no mar, ao largo da costa de Cabo Delgado.

A estrutura deverá produzir 3,4 milhões de toneladas por ano (mtpa) de gás natural liquefeito a partir das reservas de gás Coral Sul.

Para 2024 está previsto o arranque da unidade de extracção e liquefacção em terra da Área 1, liderada pela Total, que aponta para uma produção de 13,12 mtpa.

Sem data prevista para arranque está o projecto em terra da Área 4, que prevê uma produção de 15 mtpa.

Segundo Max Tonela, a petrolífera norte-americana Exxon Mobil não tomará uma decisão de investimento no projecto Mambapara aextracção e liquefacção de gás natural,na bacia do Rovuma,nos próximos dois anos.

"Este projecto não vai seguir [em frente] já, mas estamos a acompanhar os desenvolvimentos. Acreditamos que, dificilmente, nos próximos dois anos possa ser tomada a decisão final de investimento", declarou Tonela.

"O mercado de petróleo teve, derivado da situação daCovid-19, perdas enormes" e as empresas averbaram "perdas financeiras elevadíssimas, incluindo a Exxon", destacou o ministro.

Moçambique aprovou três projectos para a exploração de gás natural ao largo da costa de Cabo Delgado.

Dois projectos de maior dimensão preveem canalizar o combustível do fundo do mar para terra, exportando-o em estado líquido: um é liderado pela Total (consórcio da Área 1) e está a avançar para arrancar em 2024, sendo o outro,o projecto adiado da Exxon Mobil e Eni (consórcio da Área 4).

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