“Mais de 200 Mil Pensionistas do Estado em Risco de Perder Pensões” – Estudo
OCentro de Integridade Publica (CIP) alertou para a circunstância de o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) poder falhar o pagamento de pensões de mais de 200 mil funcionários e agentes do Estado, devido a uma combinação de factores que tem tornado o sistema insustentável.
Escrita Por: Administração |
Publicado: 1 year ago |
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Categoria: Economia
Segundo um estudo divulgado pela organização não-governamental, “o sistema de pensões dos funcionários públicos está cada vez mais insustentável por conta do aumento do número de beneficiários, da redução do número de funcionários contribuintes e da falta de transparência na gestão dos fundos e nos investimentos realizados pelo INPS”.
A entidade revelou que, entre 2016-21, devido às restrições de contratação de novos funcionários públicos, o número de pensionistas aumentou duas vezes mais do que o número de funcionários públicos no activo.
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“Entre 2022-23, o sistema de pensões ficou sobrecarregado por causa da implementação da Lei de Segurança Social Obrigatória, da Tabela Salarial Única (TSU) e da inserção de mais de cinco mil antigos guerrilheiros da Resistência Nacional de Moçambique (Renamo)”, descreveu.
Conforme o CIP, “a degradação dos rácios funcionários em activo/pensionistas, a incapacidade de a receita fazer face às despesas, a redução da idade de reforma, a falta de plano de investimentos e as baixas taxas de retorno são indicadores de que o fundo de pensões dos funcionários públicos está a tornar-se cada vez menos sustentável, o que levará à incapacidade de o INPS honrar com os pagamentos aos pensionistas”.
“Entendemos que a falta de investimentos, associada à incapacidade financeira do INPS para o pagamento das pensões, aumenta o risco fiscal”, argumentou.
Em Fevereiro, o Governo anunciou que mais de 120 mil pensionistas inscritos no sistema de segurança social deverão fazer a prova de vida em Moçambique até ao dia 10 de Maio deste ano, explicando que o exercício servirá para actualizar os dados dos pensionistas, ao mesmo tempo que contribuirá para evitar pagamentos indevidos.
“Para o presente ano, um total de 124,5 mil pensionistas deverão, a nível nacional, comprovar a sua existência física junto do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS)”, revelou o secretário permanente do Ministério do Trabalho e Segurança Social, Emídio Mavila.