“PAE é Legado Que Filipe Nyusi Deixa Para a Economia, Apesar de Pecados Que Mancharam a Governação” – CTA
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) considera o Pacote de Medidas de Aceleração Económica (PAE) como o legado deixado pelo Presidente da República (PR), Filipe Nyusi, durante os dez anos de governação, para a economia nacional. O organismo refere, todavia, que, no mesmo sector, houve pecados que mancharam a governação do chefe do Estado, informou esta segunda-feira, 12 de Agosto, o portal de notícias Carta de Moçambique.
Escrita Por: Administração |
Publicado: 1 year ago |
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Categoria: Economia
“O nosso sector, apesar de afectado, foi feliz durante os últimos dez anos. Tivemos a reforma mais profunda – o PAE –, uma reforma que marca todo o período da independência de Moçambique. Bem implementada, tem o potencial de trazer o crescimento económico que almejamos. Como consequência, na última conferência do sector privado, defendemos a necessidade da extensão do PAE para além dos dois anos definidos”, afirmou o presidente da CTA, Agostinho Vuma, citado pelo site.
a d v e r t i s e m e n t
O PAE é um conjunto de 20 medidas, aprovadas em Agosto de 2022, pelo Presidente da República, para alavancar a economia nacional, afectada por várias crises internas e externas, nomeadamente a pandemia da covid-19, o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, o terrorismo em Cabo Delgado e as calamidades naturais.
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PR no Parlamento
O destaque das medidas vai para a redução do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), de 17% para 16%, visando a redução gradual da carga tributária para dinamizar a economia e melhorar o poder de compra das famílias, assim como a isenção do IVA na importação de factores de produção para a agricultura e a electrificação, com o objectivo de baixar os custos dos insumos agrícolas para aumentar a produção e competitividade da agricultura e promover mais investimento nas energias renováveis para acelerar o seu acesso nas zonas rurais.
O nosso sector, apesar de afectado, foi feliz durante os últimos dez anos. Tivemos a reforma mais profunda – o PAE -, uma reforma que marca todo o período da independência de Moçambique. Bem implementada, tem o potencial de trazer o crescimento económico que almejamos. Como consequência, na última conferência do sector privado, defendemos a necessidade de extensão do PAE para além dos dois anos definidos
Agostinho Vuma
Entretanto, para a CTA, houve pecados que mancharam a governação de Filipe Nyusi. “O destaque vai para o sistema financeiro, nomeadamente o endividamento público, através de Bilhetes de Tesouro, mas também o incremento de Reservas Obrigatórias aos bancos comerciais exigido pelo Banco de Moçambique, alegadamente para que a economia flua com normalidade”, apontou o responsável pela agremiação.
Agostinho Vuma
Como a CTA tem vindo a queixar-se, os Bilhetes de Tesouro e o incremento de Reservas Obrigatórias são medidas tomadas pelo Banco Central que, apesar de terem as suas vantagens, sugam a liquidez (dinheiro) no sistema que poderia ser canalizada para a actividade económica.
O destaque vai para o sistema financeiro, nomeadamente o endividamento público, através de Bilhetes de Tesouro, mas também o incremento de Reservas Obrigatórias aos bancos comerciais exigido pelo Banco de Moçambique, alegadamente para que a economia flua com normalidade
Agostinho Vuma
“Mas temos também a questão dos raptos e sequestros. Estamos a contar cerca de 150 empresários raptados que, depois de pagarem os valores exigidos, decidiram sair do País repatriando capitais imensuráveis, deixando vários moçambicanos desempregados”, acrescentou o presidente da CTA, à margem do Informe Anual do Estado Geral da Nação apresentado há dias pelo PR.
a d v e r t i s e m e n t
Para além dos raptos, Agostinho Vuma apontou o terrorismo como outro factor que manchou os dez anos de governação do actual estadista. O presidente da CTA reconheceu algum esforço levado a cabo pelas Forças Armadas, mas exigiu que os discursos feitos nesse contexto saiam do papel.