“UBA – Um Banco Que Quer Continuar a Projectar o Desenvolvimento das PME”
OBanco UBA tem desenvolvido um conjunto de instrumentos de financiamento às PME em áreas como o agro-negócio, indústria, comércio, serviços, transporte, energia e outras. Com uma visão na qual conta com a experiência global em megaprojectos de gás natural, complementa essa experiência com uma estratégia de médio prazo num segmento que, acredita, terá um papel decisivo no crescimento económico sustentável de Moçambique.
Escrita Por: Administração |
Publicado: 1 year ago |
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Categoria: Economia
O UBA tem mais de 70 anos de experiência a servir mais de 33 milhões de clientes em todo o continente africano, pouco menos do que se estima ser a população moçambicana. E como instituição financeira atenta às oportunidades de mercado, mas com os pés assentes nos temas mais candentes da actualidade, principalmente a sustentabilidade e a transição digital, mantém o foco em sectores de actividade específicos e com grande impacto no crescimento económico. Como é que a instituição se vai posicionar e contribuir para o desenvolvimento do País? É o que a seguir vai ficar a saber, na voz do presidente da Mesa da Assembleia Geral do UBA, Armando Inroga.
a d v e r t i s e m e n t
Os bancos, de uma maneira geral, têm muito bem definidas as metas de sustentabilidade (emissões zero, integração de mulheres em cargos de direcção, etc). Como é que o UBA se posiciona face a estas questões?
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A abordagem do UBA, a nível global, é manter-se dentro de uma perspectiva de boa governação num modelo de negócio diversificado sustentado por uma estratégia pan-africana e internacional. Os princípios e as políticas do banco oferecem processos nos quais actuamos tendo como base a sustentabilidade, onde através de um modelo de prestação orientado para execução, se expande a quota de mercado, criando valor para os accionistas tendo como foco o quadro de pessoal e a evolução de carreiras a nível interno. Nós temos como princípio, todos os anos, em função dos recursos, dos resultados operacionais de cada operação em cada País, a alocação de uma parte significativa do nosso orçamento para a formação e desenvolvimento de carreiras profissionais dos nossos colaboradores. Em Moçambique, o banco tem uma equipa bastante jovem.
“Queremos que as PME beneficiem de mais literacia digital e financeira para que, sobretudo fora dos centros urbanos, possam ter acesso aos produtos do UBA e ampliem os seus negócios”
A base de sustentação do banco tem sido o cumprimento das políticas internas, mas também, e sobretudo, as orientações que são estabelecidas pelo sistema financeiro moçambicano. Temos, igualmente, atendido a todos os aspectos que dizem respeito ao facto de Moçambique estar numa zona climática sensível aos desastres naturais, desenhando produtos que possibilitem respostas para os nossos clientes, quer os corporativos, quer os individuais. Para conseguirmos dar respostas prontas e imediatas, criámos um sistema que está em evolução, o sistema de chat banking, onde procuramos dar respostas às questões que são colocadas pelos nossos clientes de forma directa, através de produtos digitais.
Financeiros que, actualmente, orientam as suas linhas de financiamento para projectos mais ‘verdes’. É o vosso caso?
A nossa abordagem toma em conta as dinâmicas no tempo. Nós tivemos, há dois ou três anos, uma circunstância na qual a sociedade, a nível mundial, percebia a indispensabilidade de se impor condicionalismos à indústria extractiva poluente, por forma que tivéssemos economias limpas, e percebemos, hoje, que o mundo tem uma melhor compreensão em relação às circunstâncias de cada país e como essas circunstâncias específicas podem impor a um ou outro país o retorno à produção de energia a carvão por exemplo, porém com programas que os conduzam a metas de zero poluição num espaço de tempo mais realístico. Como banco, o que percebo que tem sido feito é um posicionamento para responder às necessidades dos mercados onde nos encontramos globalmente inseridos. O sector de indústria extractiva é tão atractivo quanto qualquer outro sector onde os nossos clientes – Estado, corporativos ou singulares – tenham necessidades de produtos financeiros e estes estejam alinhados com os princípios internacionalmente aceites e commumente aprovados, como aqueles que resultaram da COP 28 no Dubai no ano passado.
E olham também com atenção para projectos das energias renováveis?
Sem dúvida. É parte do presente e foco para o futuro e, por isso, todos os actores no mercado devem procurar adaptar-se às necessidades existentes, e as energias renováveis são, hoje, um dos factores que mais impulso têm para o desenvolvimento nas economias. Em Moçambique há um conjunto de estudos que mostram bem a existência de um enorme potencial ao nível das energias renováveis, e há actores no mercado que têm interesse em explorá-las. E os bancos, como é o caso do UBA, tem toda a infra-estrutura de capacidade de recursos para responder a essa necessidade de mercado. A nossa política de sustentabilidade financeira, de rigorosa análise de risco e experiência de grupo nesse sector possibilita que tomemos decisões acertadas.
Como é que o UBA lida com a transição digital?
O banco tem sido privilegiado nesse aspecto. Existimos no mercado moçambicano desde Novembro de 2010, e beneficiámo-nos do facto de globalmente existirmos na altura há mais de 60 anos, tendo isso permitido ‘nascer’ logo como um banco digitalizado e virado para o futuro, completamente adaptado aos desafios do sistema financeiro moçambicano. E essa vantagem fez-nos poder também iniciar a actividade recorrendo a novas tecnologias para dar respostas não tradicionais num mercado financeiro em desenvolvimento e com vários desafios, como é o caso do moçambicano. O UBA, em 2023, foi considerado o Melhor Banco Digital em Moçambique, tendo ganho por esse facto um prémio internacional. Pelo posicionamento que estamos a conseguir, apropriámo-nos dos princípios do que é, e deve ser, a transição digital em curso, criando produtos e soluções, que levamos, de forma rápida e eficaz, a todos os nossos clientes.”
Quais são os vectores da estratégia do UBA para os próximos anos?
Há, do nosso lado, uma estratégia global que passa pela consolidação e o crescimento da nossa carteira de clientes corporativos numa estratégia pan-africana e internacional, estando próximo das suas necessidades e preocupações, oferecendo soluções e apoiando a sua participação cada vez mais activa no segmento de actividade em que actuem pelo nosso serviço ao cliente. Mas também há uma abordagem cada vez mais orientada para as Pequenas e Médias Empresas (PME), nas quais pretendemos impulsionar e promover um segmento empresarial fundamental para o desenvolvimento sustentável do País. Projectamos, de facto, o crescimento das PME numa abordagem onde estas possam dar um contributo à economia de forma significativa e sustentável. Para esse propósito, por exemplo, assinámos recentemente um memorando com a CTA em que colocámos à disposição desta um conjunto de recursos financeiros para as PME poderem ter mais e melhor acesso ao crédito que é, como sabemos, uma das questões com que muitas delas se debatem. O que pretendemos é que as PME, e falo a nível nacional, possam beneficiar-se de mais literacia digital, financeira e de negócios, permitindo que sobretudo fora dos centros urbanos possam aceder aos produtos financeiros do UBA para impulsionar os seus negócios. Esse olhar de que falo tem reflexo nas áreas mais desenvolvidas da nossa carteira de crédito que, neste momento, são o agro-negócio, o comércio, a indústria transformadora e serviços. O portefólio de clientes do UBA não se restringe a um sector. É multidisciplinar e tenta ser representativo dos principais sectores da economia nacional.
Qual é a sua visão, sobre a economia moçambicana e como a perspectiva, a curto e médio prazo?
Os indicadores dos últimos anos mostram-nos que, embora com dificuldades do contexto internacional, e efeitos nefastos das mudanças climáticas, a economia demonstra resiliência, contínua estabilidade e uma tendência conservadora de crescimento. O Banco Central tem sinalizado e sido importante nessa dinâmica, implementando políticas monetárias que permitem o controlo da inflação. Tem existido crescimento, não ao nível dos indicadores que todos desejamos, como já tivemos no passado, e que de alguma maneira tinham gerado uma cultura de dois dígitos ou próximo dos 10% de crescimento económico. Temos estado, nesse aspecto, com taxas abaixo dos 5%, mas acreditamos que, a partir de 2025, voltaremos para taxas a rondar os 10%. E porquê? Sobretudo devido a alguns factores de natureza estruturante da economia. Por um lado, o crescimento natural fruto de uma situação de estabilidade macroeconómica que temos estado a verificar. Por outro, por via das oportunidades associadas à Zona de Comércio Livre Continental Africana, que oferece um novo espaço para a actuação dos vários actores do sector privado e das PME que temos vindo a impulsionar. Como reparou, não falei do gás natural, que também será relevante, claro, e esse, não só o do Rovuma mas igualmente o de Inhambane no curto prazo e no médio/longo prazo, a energia, a indústria de aço, cimento, metalo-mecânica e outras. O UBA prefere olhar para as PME e como elas serão um factor multiplicador de crescimento económico, e que darão um retorno sustentável ao banco e, essencialmente, à economia do País. O nosso lema é servir ao cliente.