Dependência de Importações Sul-Africanas Custou 500 Milhões de Dólares no Primeiro Trimestre
O País gastou 31,6 mil milhões de meticais (500 milhões de dólares) em importações da África do Sul no primeiro trimestre de 2024, segundo revela o relatório trimestral da balança de pagamentos do Banco de Moçambique (BdM) que o DE consultou esta terça-feira (6). Este valor representa 23,2% do total das importações moçambicanas, reflectindo uma forte dependência do país vizinho.
Escrita Por: Administração |
Publicado: 1 year ago |
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Categoria: Economia
De acordo com o documento, os produtos importados da África do Sul incluem energia eléctrica, automóveis para transporte de mercadorias, milho, aparelhos eléctricos para telefonia e telegrafia e barras de ferro. Apesar de Moçambique produzir energia eléctrica e milho, a necessidade de importação destes produtos destaca desafios internos na produção e distribuição.
No mesmo período, a China foi o segundo maior fornecedor de Moçambique, com 22,8 mil milhões de meticais – 17,9% do total das importações. Os principais produtos importados incluem tractores, navios para transporte, pesticidas, sementes e equipamento agrícola. “As importações da China cresceram 21,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior”, indica o relatório, evidenciando uma crescente dependência de produtos chineses.
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Os Emirados Árabes Unidos (EAU) ocuparam a terceira posição, representando 10,3 mil milhões de meticais, equivalente a 8,1% do total das importações. Os principais produtos importados dos EAU incluem combustíveis, material agrícola, soja e óleos de palma, embora tenha havido uma queda de 37,9% nas exportações para Moçambique.
A Índia também é um importante fornecedor, com 9,4 mil milhões de meticais em importações, representando 7,5% do total. Os produtos importados incluem combustíveis, arroz, medicamentos e óleo de palma. O relatório destaca que houve “uma ligeira redução de 1,9% nas importações em relação ao ano anterior”.
Singapura contribuiu com 6,9 mil milhões de meticais, ou 5,4% das importações moçambicanas, fornecendo combustíveis, alumínio bruto, alcatrão e betume de petróleo.
De acordo com o relatório, a elevada dependência de Moçambique das importações sul-africanas e de outros países revela fragilidades na sua capacidade de produção interna e na diversificação das suas fontes de abastecimento. Esta dependência tem implicações significativas para a economia moçambicana, especialmente em termos de balanço de pagamentos e estabilidade financeira.
a d v e r t i s e m e n t
“As autoridades moçambicanas estão cientes destes desafios e têm implementado medidas para aumentar a produção interna e reduzir a dependência de importações”, sublinha o documento do BdM. No entanto, o impacto dessas políticas está ainda por ser plenamente observado. A diversificação económica e o fortalecimento das capacidades de produção locais continuam a ser uma prioridade para garantir a sustentabilidade e a resiliência económica do País a longo prazo.