China: Inflação Volta a Abrandar e Fixa-se em 0,1% em Março

Oprincipal indicador da inflação chinesa subiu 0,1% em Março, em termos homólogos, abrandando novamente após ter subido 0,7% em Fevereiro, no que constituiu a maior recuperação em quase um ano no contexto de tendência deflacionista.


Escrita Por: Administração | Publicado: 1 year ago | Vizualizações: 73 | Categoria: Economia


Oprincipal indicador da inflação chinesa subiu 0,1% em Março, em termos homólogos, abrandando novamente após ter subido 0,7% em Fevereiro, no que constituiu a maior recuperação em quase um ano no contexto de tendência deflacionista. O Índice de Preços no Consumidor (IPC), divulgado esta quinta-feira, 11 de Abril, pelo Gabinete Nacional de Estatística (GNE) do país asiático, ficou também abaixo das expectativas dos analistas, entre os quais a previsão mais generalizada apontava para uma subida de 0,4%, em termos homólogos. Numa base mensal, os preços no consumidor caíram 1%, a maior descida num só mês desde Março de 2020, quando caíram 1,2%. Outras Notícias Para Ler BCI Acolhe Workshop Sobre Mulheres na Liderança BCI Acolhe Workshop Sobre Mulheres na Liderança 13 DE ABRIL, 2024 Cientistas Uruguaios Criam Cerveja Com Baixo Teor de Carboidratos Cientistas Uruguaios Criam Cerveja Com Baixo Teor de Carboidratos 13 DE ABRIL, 2024 PR Apela ao Incremento da Produção Agrícola no País PR Apela ao Incremento da Produção Agrícola no País 13 DE ABRIL, 2024 FACIM 2023: Governo dá Nota Positiva à 58.ª Edição e Destaca “Boa Organização Dos Expositores” PM Propõe Novo Paradigma de Orçamentação Das Despesas Municipais 13 DE ABRIL, 2024 Os especialistas esperavam que o IPC registasse uma contracção de 0,5% em relação ao valor do segundo mês do ano. O estatístico do GNE Dong Lijuan atribuiu a situação ao “declínio sazonal da procura dos consumidores” por alimentos ou serviços turísticos, após o período de férias do Ano Novo Lunar, a principal festa das famílias chinesas, e a uma oferta “geralmente suficiente” no mercado. O analista governamental sublinhou que o IPC subjacente – uma medida que exclui os preços dos alimentos e da energia devido à sua volatilidade – subiu 0,6% em Março em termos anuais, “mantendo um aumento moderado”. A consultora britânica Capital Economics reiterou que, apesar de os alimentos terem moderado a sua queda e o preço da energia ter aumentado, a inflação subjacente acabou por ser 0,2% inferior à de Fevereiro, quando subiu 0,8%. O analista Julian Evans-Pritchard considerou que o abrandamento da deflação alimentar e a recuperação “modesta” da economia chinesa conduzirão a “uma ‘reflação’ lenta a curto prazo”, embora o “excesso de oferta persistente” mantenha o IPC baixo, a uma média de 0,5% nos próximos dois anos. O GNE também divulgou esta quinta-feira o Índice de Preços no Produtor (PPI), que mede os preços industriais. O indicador aprofundou a sua queda – o 18.º mês consecutivo – ao cair 2,8% em relação a Março do ano passado, mais 0,1% do que no mês anterior, embora neste caso tenha ficado exactamente em linha com as expectativas dos especialistas. Dong salientou também o efeito do fim do Ano Novo Lunar, com a retoma da produção industrial a nível interno, gerando uma oferta “relativamente suficiente”. Evans-Pritchard alertou para o facto de o ritmo acelerado do investimento na capacidade de produção “continuar a pesar sobre os preços industriais”, pelo que não prevê que o PPI saia de território negativo tão cedo. Na opinião do analista da Capital Economics, o Banco Popular da China (PBOC, banco central) parece “um pouco preocupado” com a inflação, depois de se ter comprometido a “promover preços ligeiramente mais elevados” na sua última cimeira trimestral, embora a pressão sobre a taxa de câmbio do yuan – a moeda chinesa – signifique que “o seu apetite por uma flexibilização monetária significativa ainda é limitado”. E mesmo que as autoridades oferecessem mais apoio político, isso não resolveria “o desequilíbrio entre o investimento e o consumo que está por detrás das baixas taxas de inflação da China”, que ele previu que se tornará “um fenómeno de longo prazo”. A deflação consiste numa queda dos preços ao longo do tempo, por oposição a uma subida (inflação). O fenómeno reflecte debilidade no consumo doméstico e investimento e é particularmente gravoso, já que uma queda no preço dos activos, por norma contraídos com recurso a crédito, gera um desequilíbrio entre o valor dos empréstimos e as garantias bancárias. O investimento na capacidade produtiva na China preocupa as autoridades na Europa e Estados Unidos, que temem que o excesso de capacidade do país asiático em indústrias como veículos eléctricos, turbinas eólicas ou painéis solares dizime os concorrentes estrangeiros.
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