INNOQ Passará a Cobrar Correcção de Rótulos no País
OInstituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ) vai passar a cobrar 2500 meticais para a correcção de rótulos de produtos solicitados por agentes económicos que operam em Moçambique. O valor consta do Diploma Ministerial 124/2023, de 16 de Novembro, e corresponde a um valor único para aprovação de rótulos de produtos.
Escrita Por: Administração |
Publicado: 2 years ago |
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Categoria: Economia
A informação foi avançada na manhã desta terça-feira, 12 de Março, em Maputo, pelo director-geral do INNOQ, Geraldo Albazine, em conferência de imprensa sobre a Interdição de Importação e Comercialização de Produtos sem Rótulo em Português.
a d v e r t i s e m e n t
“O INNOQ tem vindo a trabalhar com os agentes económicos. Foram já submetidos para aprovação 4651 rótulos dos quais 2580 foram aprovados e 2071 foram reprovados”, disse o responsável citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).
A fonte explicou que “a reprovação significa devolver o rótulo com as correcções devidas ao agente económico para que este as refaça e volte a enviar o rótulo para o INNOQ, cabendo-lhe esta aprovação final. Só depois disso é que os rótulos podem ser impressos em grandes quantidades para colocação no mercado”, disse Geraldo Albazine.
Segundo a AIM, de 2015 a 2023, a correcção de rótulos feita pelo INNOQ era gratuita e a partir deste ano (2024) será cobrada. O INNOQ tem vindo a trabalhar nos últimos anos para garantir que todos os produtos importados pelo País estejam rotulados na língua oficial, o português.
O órgão revela que o instituto está a trabalhar conjuntamente com o Ministério da Saúde (MISAU) e com a Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE), para garantir a fiscalização, entrada e circulação de produtos alimentares, farmacêuticos e outros no País, com a questão da rotulagem observada.
Exige-se, entre outros, o nome, composição e origem do produto, prazo de validade e condições de conservação; para os produtos registados, deve também constar o número de registo dos mesmos, o que significa terão sido certificados pelo MISAU para circular no mercado nacional, detalha a AIM.
Existem no País mais de três instrumentos legais que observam a questão da rotulagem como método de promoção e protecção da saúde pública. A legislação que proíbe a entrada e circulação, no território nacional, de produtos sem informação em língua portuguesa existe há mais de 18 anos.
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