PR Considera o Factor Segurança Como Fundamental Para Atracção de Investimento
O Presidente da República, Filipe Nyusi, apontou nesta quarta-feira, 10 de Janeiro, que a segurança é condição fundamental para a atracção do investimento para o País, considerando que estabilidade é uma prioridade do Governo.
Escrita Por: Administração |
Publicado: 2 years ago |
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Categoria: Economia
“Ninguém investe onde não há segurança. Embora o terrorismo em Cabo Delgado seja um dos principais desafios, Moçambique precisa de criar condições de segurança contra todo o tipo de ameaças, de modo que exista um bom ambiente de negócios”, declarou o estadista durante uma reunião na Índia com a classe empresarial moçambicano.
O chefe do Estado recordou que o País dispõe de potencialidades económicas e que é necessário “procurar soluções e, em cada momento de obstáculos, sermos perseverantes e resilientes”.
A província de Cabo Delgado tem vindo a ser afectada por um conflito desde 2017 que aterroriza as populações. Grupos de rebeldes armados têm pilhado e massacrado aldeias e vilas um pouco por toda a província e uma variedade de ataques foi reivindicada pelo ‘braço’ do autoproclamado Estado Islâmico naquela região. O conflito já provocou mais de 4000 mortes (dados do The Armed Conflict Location & Event Data Project) e pelo menos um milhão de deslocados, de acordo com um balanço feito pelas autoridades moçambicanas.
A reunião do chefe do Estado moçambicano com o empresariado moçambicano na Índia antecede um fórum de negócios entre os dois países, no âmbito 10.ª edição da Cimeira Global de Gujarat [fórum global para negócio e rede de contactos, partilha de conhecimentos e parcerias estratégicas para o crescimento inclusivo e desenvolvimento sustentável dos países].
Neste evento, Moçambique conta com um pavilhão no qual exibe principalmente produtos e potencialidades nacionais nas áreas da agricultura, mineração, pesca e fruticultura, como forma de atrair investimento de outros países.
Filipe Nyusi encontra-se na Índia para uma visita de trabalho de quatro dias. A sua deslocação ocorre num momento em que se discute, no lado moçambicano, o bloqueio da exportação do feijão bóer para a Índia. A transacção resulta de um memorando de entendimento com Moçambique, assinado em 2016, prevendo a isenção de direitos aduaneiros para os importadores indianos.
A Índia é o maior produtor e consumidor de feijão bóer, com a imprensa indiana a indicar, nas últimas semanas, a subida de 10% no preço do produto no país em dois meses, precisamente devido às dificuldades de importação a partir de Moçambique.
Fonte: https://www.diarioeconomico.co.mz/2024/01/11/economia/investimento/pr-considera-o-factor-seguranca-como-fundamental-para-atraccao-de-investimento/