Bolsa de Lisboa lidera perdas na Europa com Galp e EDPR a recuarem mais de 3%

Os mercados de ações europeus fecharam mistos, com os investidores a mostrarem-se preocupados com o recente aumento de infeções diárias por Covid-19. O sector energético foi castigado pela descida dos preços do petróleo, numa altura em que as operações no Canal de Suez ainda não conseguiram desencalhar o navio porta contentores.


Escrita Por: Administração | Publicado: 4 years ago | Vizualizações: 9 | Categoria: Economia


O PSI-20 caiu 1,67% para 4.763,81 pontos com as ações da Galp a recuarem 3,57% para 9,71 euros e as ações da EDP Renováveis a perderem 3,69% para 16,72 euros. Já a EDP cai 0,98% para 4,85 euros.

Isto numa altura em que os futuros do petróleo Brent em Londres tombam 3,45% para 62,19 dólares com o navio ainda encalhado no Canal do Suez, bloqueando a passagem. Neste canal passam cerca de um milhão de barris por dia. Já o crude WTI nos Estados Unidos cai 4,4% para 58,49 dólares o barril.

Por cá as ações do BCP caem 2,71% para 0,1147 euros. Destaque para a Pharol que recua 1,89% e para as ações da Sonae que perdem 2,19% para 0,7815 euros. Temos ainda a Mota-Engil a deslizar 2,39% para 1,386 euros; a NOS a descer 1,81% para 3,04 euros e a Ramada a fechar em queda de 1,40% para 5,62 euros.

Só duas ações registaram subidas. As ações da Corticeira Amorim subiram 1,39% para 10,22 euros; e a Novabase subiu também 1,39% para 3,660 euros.

Os mercados de ações europeus fecharam mistos, com os investidores a mostrarem-se preocupados com o recente aumento de infeções diárias por Covid-19 e que está a levar vários países a apertarem as restrições numa época de consumo como a Páscoa, mesmo numa altura em que prossegue a vacinação com vista a imunização das populações.

O EuroStoxx 50 caiu 0,13% para 3.827,62 euros e o Stoxx 600 perdeu 0,14%. O FTSE 100 também fechou a perder 0,57% para 6.674,8 pontos; o IBEX caiu 0,41% para 8.409,5 pontos. De restos as praças da Suécia, Áustria, Polónia, Holanda e Noruega fecharam em queda.

Mas o CAC, o DAX e o FTSE MIB fecharam no verde. O índice de Paris valorizou 0,09% para 5.952,41 pontos; o DAX subiu 0,08% para 14.621,4 pontos e o FTSE MIB fechou a subir 0,04% para 24.218,5 pontos.

Nas empresas a notícia que a fusão do CaixaBank com o Bankia pode eliminar até 8 mil postos de trabalho, marcou a agenda. Amanhã o banco que é dono do BPI dá uma conferência de imprensa. As ações do CaixaBank tombam 2,15%.

O analista Ramiro Loureiro, do Millennium investment banking, realça que “o setor Energético mostra-se castigado pela descida dos preços do petróleo, numa altura em que as operações no Canal de Suez ainda não conseguiram desencalhar um enorme navio porta contentores, levando a que outros cargueiros estejam paralisados.  De notar que cerca de 12% do comércio global navega pelo canal”.

O mesmo analista destacou numa das suas análises de hoje, a videoconferência entre os líderes da União Europeia para discutirem esta nova onde de casos e o ritmo de vacinação.

“Destaque para a relação entre o Reino Unido e a União Europeia, que se comprometeram numa declaração conjunta para encontrar uma situação favorável para ambas as partes no fornecimento das vacinas”, refere o mesmo analista.

“A acrescer estão receios relacionados com notícias de que a SEC pode ameaçar a listagem de  empresas chinesas nos EUA, com o regulador de mercado norte-americano a  começar a implementar uma lei aprovada no final do Governo Trump, que pode levar à expulsão da cotada da Bolsa de Valores de Nova Iorque ou do Nasdaq caso a empresa rejeite que sua auditoria seja inspecionada por três anos, o que afeta o sentimento, em especial no setor tecnológico”, diz o analista do BCP.

O euro cai 0,33% para 1,1774 dólares. Segundo o analista da XTB, Henrique Tomé, “o dólar americano continua a prolongar os ganhos em relação ao euro, podendo estar relacionado com a incerteza dos investidores em relação à situação da pandemia na Europa”.

No mercado de dívida soberana, os juros da dívida portuguesa caem pela quinta sessão consecutiva.

As taxas de juros das obrigações nacionais a 10 anos estão a cair 1,18 pontos base para 0,15%. Ao passo que Espanha também tem os juros a recuarem 1,19 pontos base para 0,26%. Por sua vez a Alemanha regista uma queda superior das yields, de 3,12 pontos base para -0,39%.

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