Revista E&M: “Falta Acesso à Internet e Infra-Estruturas Tecnológicas”
O BCI garante estar a acompanhar o processo de informatização para fornecer serviços mais abrangentes. Mas o País carece de infra-estruturas, diz o director de canais digitais do banco, Arafat Bique.
Escrita Por: Administração |
Publicado: 1 year ago |
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Categoria: Economia
Nos últimos relatórios sobre inclusão financeira é notório um abrandamento do número de novos balcões e uma descida dos terminais de pagamentos, o que pressupõe uma crescente aposta no digital por parte das instituições financeiras. Como é que o estão a fazer?
a d v e r t i s e m e n t
A inclusão financeira é um processo dinâmico, que envolve o acesso e a utilização eficaz de produtos e serviços pela população, melhorando a qualidade de vida e o bem-estar das comunidades. Outro pilar essencial é o fortalecimento das infra-estruturas, com o objectivo de garantir a segurança e a eficiência do sistema nacional de pagamentos, que inclui a nova plataforma de interoperabilidade em Moçambique. Este esforço visa superar barreiras geográficas e sociais que historicamente limitavam a bancarização, especialmente nas zonas rurais. O desafio principal tem sido expandir a oferta às comunidades afastadas dos grandes centros urbanos.
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De que forma é que a vossa instituição está a utilizar a inovação para melhorar a inclusão financeira?
No caso do BCI, têm sido implementadas várias iniciativas. A nossa estratégia tem sido estabelecer parcerias com intervenientes relevantes no mercado de pagamentos digitais, facilitando a interoperabilidade entre diferentes sistemas, como carteiras móveis e outros métodos de pagamento. O lançamento de plataformas que não dependem da Internet, acessíveis através de simples comandos, via telemóvel – por exemplo o *134# -, têm sido cruciais para incluir populações em áreas de fraca cobertura, promovendo assim a inclusão digital e financeira. Além das soluções tecnológicas, estamos empenhados em campanhas de sensibilização e educação financeira.
Quais são as principais barreiras à inclusão digital em Moçambique e como pretendem superá-las?
Moçambique enfrenta desafios estruturais importantes, nomeadamente, a falta de infra-estruturas tecnológicas em áreas rurais e a literacia digital limitada de parte significativa da população. São barreiras que exigem abordagens inovadoras e coordenadas entre o sector financeiro e o Estado, em projectos de longo prazo que melhorem o acesso à Internet e à tecnologia. Para enfrentar estas barreiras, o nosso foco tem sido duplo: por um lado, investir na modernização das infra-estruturas tecnológicas, com o desenvolvimento de soluções que funcionam em ambientes de cobertura limitada. Por outro lado, implementando formação, tanto para os nossos colaboradores, como para os nossos clientes, com a finalidade de desmistificar o uso das ferramentas digitais e promover a confiança no sistema financeiro digital.
Como é que estão a adaptar os serviços para garantir que são seguros e acessíveis?
Todos os nossos serviços são desenvolvidos com um desenho simples e linguagem acessível, garantindo que mesmo os utilizadores com menor literacia digital possam utilizá-los de forma intuitiva. Além disso, temos adoptado as mais recentes tecnologias de autenticação, reforçando a segurança. Também realizamos campanhas educativas sobre riscos e boas práticas no uso de serviços bancários digitais, fortalecendo a confiança dos nossos clientes no uso diário destas plataformas.
Quais são as expectativas relativamente ao impacto das tecnologias em Moçambique?
As carteiras digitais e os pagamentos móveis têm o potencial de transformar radicalmente o panorama financeiro. São essenciais para a inclusão financeira, particularmente nas zonas rurais, onde as infra-estruturas bancárias tradicionais são escassas. A crescente penetração de dispositivos móveis abre portas para que mais pessoas tenham acesso a serviços financeiros.
a d v e r t i s e m e n t
Texto: Pedro Cativelos • Fotografia: D.R.