SETSAN: “Desnutrição Crónica Recuou 10% em Moçambique Numa Década”

Moçambique registou uma redução nos níveis de desnutrição crónica de 10% na última década, mas o problema ainda afecta três milhões de pessoas, anunciou esta quarta-feira, 16 de Outubro, o Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional (SETSAN).


Escrita Por: Administração | Publicado: 1 year ago | Vizualizações: 1792 | Categoria: Economia


“Estamos a falar de uma redução nos últimos dez anos de cerca de 10% (…), mas o desejável era que não tivéssemos desnutrição crónica”, disse a secretária executiva do SETSAN, Leonor Mondlane, durante uma cerimónia comemorativa do Dia Mundial da Alimentação, citada pela Lusa. A responsável acrescentou que, apesar dos “bons resultados”, cerca de três milhões de moçambicanos enfrentam crise alimentar aguda. “Este número corresponde a 28% da população dos 65 distritos abrangidos, que corresponde a 9% da população, dos quais cerca de 5% estão em situação de emergência”, referiu Leonor Mondlane. Outras Notícias Para Ler Maputo é Pela Primeira Vez, Palco do Festival “Cinema Sobre Ciência” Actividade Audiovisual e Cinematográfica Vai Receber Financiamento de 6,5 Milhões de Meticais 16 DE OUTUBRO, 2024 Access Bank Lança Glossário Financeiro Nas Línguas Locais de Moçambique Access Bank Lança Glossário Financeiro Nas Línguas Locais de Moçambique 16 DE OUTUBRO, 2024 Zâmbia: Sector Mineiro Apela ao Governo Para Que Suspenda Reformas Zimbabué: Apagões Retiram 500 Milhões de Dólares à Indústria Mineira 16 DE OUTUBRO, 2024 Petróleo Recua Com Cessar-Fogo na Região de Gaza em Cima da Mesa Angola: Produção de Petróleo Aumentou 0,4% Atingindo 33,5 Milhões de Barris em Setembro 16 DE OUTUBRO, 2024 Estamos a falar de uma redução nos últimos dez anos de cerca de 10% (…), mas o desejável era que não tivéssemos desnutrição crónica De acordo com o SETSAN, o Governo, através de várias estratégias políticas, tem estado a desenhar planos operacionais com corredores específicos visando assegurar a disponibilidade alimentar em todo o País. “Apesar dos progressos alcançados, muitas pessoas continuam excluídas dos sistemas alimentares adequados devido a conflitos, choques climáticos, desigualdade económica e fraca governação”, disse, na mesma ocasião, José Fernandez, representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Pelo menos 3175 crianças que sofriam de desnutrição aguda grave na província de Sofala recuperaram desse estado nos últimos quatro anos, de 3600 identificadas, segundo dados divulgados em Junho na Beira pela Unicef. “Conseguimos, neste programa, recuperar da desnutrição um total de 3175 crianças e isto representa uma taxa de recuperação de desnutrição aguda grave de 91%”, explicou a representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Dezi Mahotas, à margem da primeira sessão do comité de direcção do programa que pretende “melhorar a nutrição infantil” nos distritos mais afectados pelo ciclone Idai, que atingiu o centro de Moçambique em 2019. A secretária executiva do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional (SETSAN), Leonora Monjane, afirmou na altura que nos últimos dez anos a taxa de desnutrição crónica em crianças menores de 5 anos de idade cifrava-se em 43%, notando que são níveis que continuam muito altos no País. Pelo menos 3175 crianças que sofriam de desnutrição aguda grave na província de Sofala recuperaram desse estado nos últimos quatro anos, de 3600 identificadas “Pretendemos encontrar medidas correctivas e preventivas para este cenário. Sabemos também que Sofala, com o ciclone Idai, criou mais problemas de segurança alimentar, pelo que regredimos nesse o indicador”, acrescentou. Ainda assim, sublinhou, “notamos com satisfação o alinhamento dos objectivos deste programa, que é de melhorar o estado nutricional das crianças de zero a 5 anos de idade, e de mulheres grávidas e lactantes, com as políticas e estratégias de segurança alimentar nutricional”.
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