Numa altura em que Portugal perdeu 10% em exportações, o sector agroalimentar mostrou resiliência, tendo registado um aumento de 2,5%. “Demonstrou uma enorme resiliência e capacidade de superação”, afirmou o presidente da Lusomorango no arranque da primeira conferência do ciclo “Conhecer para Decidir, Planear para Agir”, na qual o Jornal Económico é ‘media partner’.
Escrita Por: Administração | Publicado: 5 years ago | Vizualizações: 2 | Categoria: Economia
A importância e resiliência do sector agroalimentar no panorama geral da economia portuguesa foi tema de debate no arranque da primeira conferência do ciclo “Conhecer para Decidir, Planear para Agir” tem como tema “Conhecimento e Inovação na Década da Transição Digital”, na qual o Jornal Económico é media partner, que decorreu esta quarta-feira.
“Este sector é indispensável à sociedade, mas o seu desenvolvimento está limitado por fatores físicos, ambientais e sociais”, começou por dizer o presidente da Lusomorango, Luís Pinheiro, durante a sua intervenção, referindo que este sector contribui para a criação do emprego, para a coesão e para a redução dos desequilíbrios da balança comercial com o exterior.
A resiliência deste sector foi posta à prova durante o ano da pandemia. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), referidos por João Nuno Palma, vice-presidente da comissão executiva do Millennium BCP, durante a sua intervenção, as exportações aumentaram 2,5% em 2020, um resultado “extraordinário e notável” e que vai em contra ciclo com a redução de 10% da exportação portuguesa no mesmo período.
Só em termos de exportação de pequenos frutos (framboesas, mirtilos e morangos), registou-se um aumento de 5,5% no ano passado. “Este é um sector vital e de resiliência da economia portuguesa”, disse o representante do banco, argumentando que este “nunca parou durante a pandemia da Covid-19”.
O responsável pela Lusomorango olha para o agroalimentar como “um pilar fundamental para a recuperação” do país e lembra que vai disponibilizar 93 milhões de euros, previstos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), para dinamizar 100 programas e projetos de investigação e inovação no âmbito da Agenda de Inovação para a Agricultura 2020-2030.
Embora esteja previsto um reforço na aposta deste sector, “serão necessários investimentos em infraestruturas que permitam a mobilidade e o acesso às novas tecnologias de informação”, nomeadamente, internet e equipamentos, acrescentou o responsável da Lusomorango.
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