Cabo Delgado: CTA Distancia-se Das Declarações do Seu Delegado Provincial e Reitera Apoio ao Investimento da TotalEnergies

Foi publicado, há dias, um artigo num órgão de comunicação social, no qual o representante da delegação da Confederação das Associações Económicas (CTA) e também presidente do Conselho Empresarial de Cabo Delgado, Mamudo Irachi, defendia a retirada do investimento francês da Área 1 da Bacia do Rovuma por acreditar que “trazia mais desgraça e insegurança para a província”.


Escrita Por: Administração | Publicado: 2 years ago | Vizualizações: 46 | Categoria: Economia


Nesta quarta-feira, 21 de Fevereiro, a CTA central emitiu um comunicado distanciando-se dos pronunciamentos do seu delegado naquela província, explicando que não é sua função reagir à decisão da Embaixada da França, que aconselhou os seus cidadãos a não viajarem para Cabo Delgado devido ao recrudescimento da instabilidade. a d v e r t i s e m e n t “Olhando para o conteúdo do comunicado da Embaixada da França e dos pronunciamentos do representante da delegação provincial da CTA, a direcção da organização não se revê nas referidas declarações, porquanto considera tratar-se de um assunto do Estado e não da sua missão, que é construir e liderar um ambiente de negócios que coloque o sector privado como um sujeito activo e fazedor da nossa economia”, lê-se num comunicado do organismo. a d v e r t i s e m e n t A organização acrescenta “que não se imiscui em assuntos do Estado, embora esteja preocupada com a situação de insegurança em Cabo Delgado. Por outro lado, a direcção da CTA não vê nenhuma relação entre o comunicado do Governo da França, através da sua Embaixada em Maputo, e o desempenho da TotalEnergies. Por isso, desejamos continuar a aprofundar as relações já em curso com o projecto Mozambique LNG, no sentido de reforçar a maximização do conteúdo local”. A CTA reconhece “a instabilidade militar em Cabo Delgado que, nos últimos meses, tem conhecido preocupante recrudescimento de acções terroristas. Trouxe incertezas que influenciam negativamente as perspectivas de crescimento económico da província em particular, e do País no geral”. Em relação ao projecto da Área 1, liderado pela TotalEnergies, num investimento de cerca de 20 mil milhões de dólares, o organismo explica que “se espera muito pela sua retoma, por um lado pelo impacto que tem na estabilização dos fundos públicos e na captação de receitas para os programas de desenvolvimento, tanto a nível da província de Cabo Delgado como a nível nacional, e, por outro, pelas ligações empresariais que se esperam e o apoio que a multinacional francesa tem vindo a dar através do Conselho Empresarial Provincial (CEP) da província, para o fortalecimento das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) nacionais”. O documento da agremiação destaca que o organismo, em parceria com a TotalEnergies – operadora do projecto Mozambique LNG -, tem desenvolvido uma série de actividades para maximizar e valorizar o conteúdo local na perspectiva de uma retoma do projecto. Fonte: https://www.diarioeconomico.co.mz/2024/02/22/economia/cabo-delgado-cta-distancia-se-das-declaracoes-do-seu-delegado-provincial-e-reitera-apoio-ao-investimento-da-totalenergies/
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