Construtor da linha de energia para o Malawi conhecido para o mês

O EMPREITEIRO ou consórcio a ser encarregue da construção da linha de interligação eléctrica entre Moçambique e Malawi deverá ser conhecido no próximo mês, abrindo caminho para o arranque das obras no segundo semestre do corrente ano.


Escrita Por: Administração | Publicado: 4 years ago | Vizualizações: 1 | Categoria: Economia


A expectativa é do director de Electrificação e Projectos na Electricidade de Moçambique (EDM), que garante que o trabalho está na fase conclusiva de selecção dos empreiteiros.

Daniel Guambe disse ao “Notícias”que a empresa pública está a trabalhar no sentido de, até  Maio, ter o assunto relacionado com os construtores da linha e subestações concluído.

Caso as obras avancem no segundo semestre, como está previsto, a exportação deenergia de Moçambique para o Malawi deverá começar no próximo ano, segundo o cronograma oficial já anunciado.

A linha que, de forma concreta, vai partir de Tete para Phombeya (no Malawi), vem sendo idealizada há mais de 20 anos e será a primeira a interligar o Malawi com a rede eléctrica da África Austral,e permitirá que Moçambique eleve os níveis de venda de energia à região.

A empreitada compreenderá 145 quilómetros de linha de transporte em território moçambicano e 75 quilómetros complementares do lado malawiano.

O projecto de interligação eléctrica Moçambique-Malawi, a 400 kilo volts (Kv), está avaliado em 127 milhões de dólares norte-americanos, dos quais perto de 100 milhões serão aplicados no território nacional.

Acordos técnicos, com destaque para contratos de compra e venda de energia envolvendo a EDM e a ESCOM, foram assinados em Abril de 2019, em Lilongwe, Malawi, e de lá para cá as partes foram assegurando os fundos necessários para a obra.

A EDM espera usar a linha para o fornecimento de corrente eléctrica aos povoados e aldeias localizadas ao longo do seu traçado em território nacional.

De realçar que a intenção de o Malawi comprar electricidade nacional foi formalizada em 1998 com a assinatura de um memorando, mas de lá para cá os governos que se sucederam no país vizinho foram hesitando em avançar para a construção das infra-estruturas, o que arrastou o processo até à fase actual.

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