PR Renova Apelo à União na Luta Contra o Terrorismo

OPresidente da República, Filipe Nyusi, reiterou a necessidade de os Moçambicanos se unirem na luta contra o terrorismo, que assola alguns distritos da província nortenha de Cabo Delgado.


Escrita Por: Administração | Publicado: 2 years ago | Vizualizações: 242 | Categoria: Economia


“Vamos continuar a trabalhar para podermos estancar, ao máximo, a violência e minimizar o sofrimento. Acredito que a responsabilidade está com todos os Moçambicanos. Queremos mais união e menos barulho”, exortou. Falando em conferência de imprensa de balanço da sua participação na cimeira extraordinária da troika da SADC para as áreas de Defesa e Segurança, o estadista avançou que a retirada da Missão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral em Moçambique (Southern African Development Community Mission in Mozambique, SAMIM, em inglês) do País não implica o fim do apoio por parte dos países da SADC na luta contra o terrorismo. “Os países continuarão a trabalhar com Moçambique, de forma bilateral e multilateral”, acrescentou. De acordo com chefe do Estado, o Executivo conta com a colaboração de outras organizações internacionais, a destacar a União Africana, Nações Unidas e União Europeia. “Estamos a trabalhar no sentido de capacitar as nossas Forças de Defesa e Segurança”. A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, havia afirmado recentemente que a SAMIM iria abandonar o País devido a limitações financeiras. “A SAMIM está a enfrentar alguns problemas financeiros. Os países não estão a conseguir colocar as verbas necessárias. Moçambique também tem de tomar conta das suas tropas e teríamos dificuldade em pagar pelos serviços desta missão”, declarou. Em Agosto de 2023, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral aprovou a prorrogação da missão que está no País desde meados de 2021 por mais 12 meses, ou seja, até Julho de 2024, prevendo um plano de retirada progressiva. A SAMIM compreende tropas de oito países contribuidores da SADC: Angola, Botsuana, República Democrática do Congo, Lesoto, Maláui, África do Sul, República Unida da Tanzânia e Zâmbia, que trabalham em colaboração com as Forças Armadas de Defesa de Moçambique e outras tropas destacadas para Cabo Delgado. A província de Cabo Delgado enfrenta ataques terroristas há mais de seis anos, que levaram a uma resposta militar desde Julho de 2021, com apoio do Ruanda e da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, libertando distritos junto aos projectos do gás. Depois de um período de relativa estabilidade, novos ataques e movimentações foram registados nas últimas semanas, levando entidades estrangeiras a restringirem as viagens para aquele ponto do País. https://www.diarioeconomico.co.mz/2024/03/25/economia/desenvolvimento/pr-renova-apelo-a-uniao-na-luta-contra-o-terrorismo/
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