FNB Breakfast Economic: “Em 2024, Esperamos Crescer 4,9%”

Segundo projecções do First National Bank Moçambique (FNB), e em comparação com 2023, a economia de Moçambique poderá testemunhar uma evolução positiva neste ano. O crescimento poderá alcançar os 4,9%, impulsionado, em grande parte, pelo sector extractivo. No entanto, as incertezas prevalecem, sobretudo devido aos eventos climáticos adversos e ao persistente cenário de terrorismo em Cabo Delgado. As previsões foram divulgadas pelo banco nesta quinta-feira, 11 de Abril, em Maputo.


Escrita Por: Administração | Publicado: 1 year ago | Vizualizações: 1801 | Categoria: Economia


No contexto do seminário FNB Breakfast Economic, evento anual que reúne distintos economistas moçambicanos para disponibilizar informações de economia relevante, Samantha Singh, economista do Rand Merchant Bank (RMB), parceiro bancário corporativo e de investimento do FirstRand, do qual o FNB Moçambique é parte integrante, foi convidada a partilhar uma visão global no âmbito das flutuações da cadeia de suprimentos. Visão Global Outras Notícias Para Ler Cinco Razões Para Consumir Abacate Cinco Razões Para Consumir Abacate 12 DE ABRIL, 2024 Citroën Revela Novo C3 a Combustão Citroën Revela Novo C3 a Combustão 12 DE ABRIL, 2024 Pacote de Aceleração Económica: Um Ano de Reformas. O Que Falta Mudar? Maputo: ANE Necessita de 690 Milhões de Meticais Para Reposição da Rede Viária 12 DE ABRIL, 2024 Spotify Vai Permitir Criar Playlists Através de Inteligência Artficial Spotify Vai Permitir Criar Playlists Através de Inteligência Artficial 12 DE ABRIL, 2024 A economista referiu que, “numa perspectiva global, observamos um crescimento económico moderado, um aumento das tensões geopolíticas, alterações na dinâmica da inflação e uma acção dos bancos centrais. Os movimentos das matérias-primas são largamente impulsionados pelo crescimento global, ao passo que os conflitos e as tensões geopolíticas representam riscos para os preços das matérias-primas”. Singh apontou para a procura de petróleo como sendo a mais elevada de sempre, ao mesmo tempo que se registam algumas limitações na oferta. Economia de África Segundo a economista do RMB, “apesar de as perspectivas de crescimento em África serem heterogéneas, observam-se indicadores de melhoria”, destacando as economias emergentes, como as da Nigéria e do Quénia, “que têm vindo a ultrapassar desafios significativos, particularmente de liquidez”. Relativamente à pandemia, Singh recordou: “enfrentamos desequilíbrios orçamentais agravados pelos crescentes gastos em saúde. Muitos países recorreram ao FMI para assistência em programas de ajuste fiscal e gestão financeira.” A responsável sublinhou ainda o impacto das eleições em mais de 40 países africanos no decorrer deste ano, influenciando políticas e dinâmicas governativas, assim como a definição de políticas públicas. Economia de Moçambique A apresentação sobre as perspectivas económicas nacionais ficou a cargo de Alfredo Mondlane, responsável pela economia e pesquisa de mercado do FNB Moçambique, que também reiterou a importância das próximas eleições presidenciais, agendadas para 9 de Outubro próximo. Expectativas eleitorais para 2024 De acordo com a análise de Mondlane, não se antecipam grandes mudanças no cenário político moçambicano. “O partido Frelimo deverá manter a sua posição dominante, um padrão histórico”, afirmou, baseando-se no equilíbrio competitivo observado nas mais recentes eleições municipais. Actualização económica de Moçambique “Em 2023, assistimos a um crescimento económico na ordem dos 5%, comparativamente ao do ano anterior, de cerca de 4%. Em função disso, as nossas perspectivas de crescimento apontam para uma subida de 4,9% para o ano de 2024, referiu. O economista espera uma aceleração da economia para um nível de crescimento de 5,6% a médio prazo. “Acreditamos que, futuramente, os sectores da indústria de LNG, a indústria do gás e a indústria extractiva estarão na dianteira do crescimento económico, que serão também suportados pelas indústrias de serviço, concretamente dos serviços financeiros. Prevemos ainda que a indústria de transporte e comunicação suportem também este crescimento.” Desafios e riscos políticos e geopolíticos Mondlane apontou para a instabilidade política e militar em Cabo Delgado como um dos principais desafios, frisando os riscos geopolíticos, como as tensões entre a China e os EUA e os conflitos no Médio Oriente. “Estes factores poderão repercutir-se na economia de Moçambique, especialmente através dos canais de inflação e investimento estrangeiro”, enalteceu. Inflação e política monetária “A inflação, que se situou nos 4,4% em Dezembro, deverá moderar-se antes de Março. Contudo, existe o risco de uma reaceleração ao longo do ano, devido a algumas tensões geopolíticas e aos preços do petróleo”, declarou Mondlane. “O Banco de Moçambique está a implementar cortes na taxa de política monetária, actualmente em 15,75%, para conter a inflação e estimular o crescimento económico”, acrescentou. Visão geral do mercado e perspectivas futuras Concluindo, Alfredo Mondlane referiu-se ao mercado financeiro, antecipando uma “possível contracção de liquidez devido a políticas monetárias mais apertadas”, e ressaltou a importância da disciplina fiscal do Governo para uma gestão sustentável da dívida, lembrando o reforço das reservas nacionais como medida de prevenção para futuras necessidades governamentais.
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