Profissionais de Saúde Retomam Greve no Fim Deste Mês

AAssociação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM) anunciou esta quarta-feira, 24 de Abril, a retoma da greve a partir do próximo dia 29.


Escrita Por: Administração | Publicado: 1 year ago | Vizualizações: 4172 | Categoria: Economia


Segundo a porta-voz da associação, Rossana Zunguze, citada pela Agência de Informação de Moçambique, a convocação da greve, de 30 dias, deve-se ao incumprimento da parte do Governo dos pontos acordados na última ronda negocial. “Desta forma, viemos anunciar a retoma da greve dos profissionais e agentes de saúde por 30 dias prorrogáveis, a iniciar no dia 24 de Abril de 2024”, disse. Entre os pontos que constam no caderno reivindicativo da APSUSM, na altura acordados com o Executivo, destaca-se o apetrechamento dos blocos operatórios, cuja execução estava prevista para até Junho do ano passado. No entanto, os profissionais de saúde dizem que não houve, da parte do Governo, “a intenção de melhorar as infra-estruturas e, muito menos, a provisão de material médico cirúrgico, que deveria ser usado para assegurar a qualidade das cirurgias”. Outras Notícias Para Ler Jovens Moçambicanos Continuam a Insistir no “El Dorado” Sul-Africano Ex-Mineiros já Beneficiam de Compensação Pelas Doenças Ocupacionais 25 DE ABRIL, 2024 Karingani Game Reserve Apresenta Novos Investidores ao Governo do Distrito de Massingir Karingani Game Reserve Apresenta Novos Investidores ao Governo do Distrito de Massingir 25 DE ABRIL, 2024 EDM Espera Lucrar 269 Mil Milhões de Meticais até 2024 Testes de Fiabilidade Das Subestações da Linha Eléctrica Temane-Maputo Começam em Maio 25 DE ABRIL, 2024 Produtor de Vinho Francês Lança Edição Limitada Inspirada no Jogo “The Witcher” Produtor de Vinho Francês Lança Edição Limitada Inspirada no Jogo “The Witcher” 25 DE ABRIL, 2024 “A par das promessas feitas pelo Governo, no âmbito das negociações do ano passado, consta também a disponibilização do material de trabalho para os profissionais, cuja previsão era até Dezembro de 2023”, esclareceu Zunguze. Sobre o assunto, a APSUSM insiste que “o próprio utente das nossas unidades sanitárias pode testemunhar que não existem medicamentos, comida e, em algumas unidades, os utentes contribuem para a compra de energia e material de protecção”. Os profissionais de saúde reconhecem que houve um aumento do subsídio de risco de 5% para 10%, além de se ter efectivado o pagamento das horas extra, mas lamentam o facto de não ter sido abrangente. “O Governo pagou este subsídio e enquadrou na totalidade apenas um grupo de funcionários em detrimento de outros”, denuncia a classe, acrescentado que “as horas extra continuam a ser uma miragem”.
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