Sofala: INS Lança Plataforma Para Avaliar Impacto Das Mudanças Climáticas na Saúde
Uma plataforma lançada pelo Instituto Nacional de Saúde (INS) vai avaliar o impacto das mudanças climáticas na saúde no centro do País, e respectivas respostas sanitárias, foi anunciado esta quarta-feira, 7 de Agosto.
Escrita Por: Administração |
Publicado: 1 year ago |
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Categoria: Economia
“O investimento em sistemas de saúde resilientes às mudanças climáticas não é uma escolha, mas sim um imperativo”, afirmou Cecília Chamutota, secretária de Estado em Sofala, província no centro do País, após o lançamento na Beira, da Plataforma de Monitoria do Impacto das Mudanças Climáticas na Saúde.
Segundo a agência Lusa, a plataforma será implementada inicialmente nos distritos de Dondo, Buzi e Nhamatanda, para apoiar o Ministério de Saúde a assegurar a prestação de cuidados em função das necessidades específicas.
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A plataforma permitirá ainda a partilha de experiências na resposta a emergências sanitárias, entre outros aspectos que visam melhorar a prestação de saúde em períodos de emergência.
Professional de saúde
O director nacional do INS disse que a implementação da ferramenta justifica-se pela vulnerabilidade de Moçambique, por conta da localização geográfica do País. Eduardo Samo Gudo garantiu que as autoridades têm vindo a trabalhar para responder aos novos desafios impostos pelas mudanças climáticas e o seu impacto na saúde.
“O Ministério da Saúde tem vindo a implementar diversas acções para edificar um sistema de saúde resiliente às mudanças climáticas”, afirmou, reiterando que acredita no sucesso da plataforma e no futuro alargamento a outras províncias do País.
A plataforma será implementada inicialmente nos distritos de Dondo, Buzi e Nhamatanda, para apoiar o Ministério de Saúde a assegurar a prestação de cuidados em função das necessidades específicas
Por sua vez, a coordenadora da área de saúde e ambiente do INS, Tatiana Marufo, salientou que o novo sistema vai ajudar a identificar e garantir a devida assistência de saúde às comunidades em caso de calamidades naturais. “Temos uma expectativa enorme em relação a esta plataforma, visto que pretendemos trabalhar com as comunidades mais vulneráveis para tentar perceber porque é que temos subsequentemente interrupção de prestação de cuidados de saúde. E assim vamos desenhar as melhores intervenções adaptadas ao contexto de cada distrito, para que tenhamos resiliência”, concluiu.
Moçambique é considerado um dos países mais severamente afectados pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente secas, cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre Outubro e Abril.
Em Setembro de 2023, o Presidente da República, Filipe Nyusi, apelou à preparação da população e das entidades para os previsíveis efeitos do fenómeno El Niño no País, com previsões de chuvas acima do normal e focos de seca. “A história repete-se. Então, temos de criar condições de resiliência. Nesse sentido, o Governo emitirá avisos regulares para manter a população informada e preparada para as condições climáticas que podem não ser favoráveis à vida, à produção ou às infra-estruturas”, afirmou.
O Ministério da Saúde tem vindo a implementar diversas acções para edificar um sistema de saúde resiliente às mudanças climáticas
O El Niño é uma alteração da dinâmica atmosférica causada por um aumento da temperatura oceânica. Este fenómeno meteorológico provocou chuvas torrenciais na África Oriental, que causaram, este ano, centenas de mortos no Quénia, Burundi, Tanzânia, Somália e Etiópia.