PR Demonstra “Desconforto” Com Apelo da França Sobre as Viagens Para Cabo Delgado

O chefe do Estado, Filipe Nyusi, demonstrou desconforto face ao apelo feito pela França aos seus cidadãos para não viajarem para Cabo Delgado, norte do País, devido à “ameaça terrorista”.


Escrita Por: Administração | Publicado: 2 years ago | Vizualizações: 21 | Categoria: Economia, Finanças e Negócio.


Intervindo à margem da Cimeira da União Africana, que decorre em Adis Abeba, o estadista afirmou que seria expectável que as autoridades francesas, dada a sua amizade com Moçambique, decidissem apoiar e trabalhar para combater o terrorismo. “A declaração da Embaixada da França surge num momento em que estamos a trabalhar arduamente para provar ao mundo que Moçambique está empenhado com os seus parceiros na luta contra a insurgência”, destacou. Recentemente, a Embaixada francesa em Moçambique apelou aos cidadãos franceses para não viajarem para os distritos de Mocímboa da Praia, Pemba e Palma, na província de Cabo Delgado, norte do País, devido à ameaça de ataques terroristas. Numa informação publicada no seu site, a entidade diplomática referiu a existência de um alto risco de emboscadas nas principais estradas que dão acesso aos distritos daquela província, incluindo em algumas regiões da província de Nampula. “Na sequência das acções que custaram a vida a várias pessoas no ano passado, no norte da província de Nampula, e que tiveram como alvo a missão católica de Chipene, é também recomendado não se deslocar aos distritos Erráti, Memba, Nacaroa, Muecate, Monapo e Meconta, e não utilizar as estradas localizadas a norte da rota principal Nampula-Nacala”, apelou. Segundo a instituição, depois dos ataques terroristas de grande escala nos últimos três anos, a situação de segurança mantém-se degradada. “Muitas pessoas que fugiram dessas acções continuam deslocadas”. O alerta surge depois de o presidente da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, ter avançado durante a apresentação dos resultados de 2023, que a empresa espera recomeçar até ao final do presente ano as actividades na bacia do Rovuma. “Estamos a monitorizar o terreno, a população civil já está de volta e verificamos uma certa normalidade. Existem algumas questões de engenharia por resolver, mas espero recomeçar o projecto até final do ano. O que não queremos que aconteça é fazer as pessoas voltarem a Cabo Delgado para, de seguida, forçá-las a sair, factor que seria muito complexo”, clarificou. Fonte: https://www.diarioeconomico.co.mz/2024/02/18/economia/desenvolvimento/pr-demonstra-desconforto-com-apelo-da-franca-sobre-as-viagens-para-cabo-delgado/
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