ONU: “Estado Islâmico em Moçambique Está Mais Activo e Sofisticado”
A Organização das Nações Unidas (ONU) fez saber que os insurgentes apoiados pelo Estado Islâmico (EI) estão mais activos e a implementar medidas de ataque muito sofisticadas, sobretudo nas proximidades da área onde está instalado o projecto da gás natural liquefeito (GNL), liderado pela francesa TotaEnergies.
Escrita Por: Administração |
Publicado: 1 year ago |
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Categoria: Economia
Através de um relatório publicado pela BNN Bloomberg, a equipa de Monitoramento de Suporte Analítico e Sanções do Conselho de Segurança da ONU explicou que a situação na província de Cabo Delgado está mais fluida, após uma mudança no cenário de segurança, destacando que houve um pico de ataques “cuidadosamente orquestrados”.
“Moçambique havia repelido os rebeldes com a ajuda de tropas de um bloco sul-africano e do Ruanda, mas houve um ressurgimento da violência este ano, principalmente com a retirada no mês passado da missão militar regional. A maioria dos ataques recentes ocorreu a pelo menos 80 quilómetros (50 milhas) de distância do projecto de GNL, que foi suspenso em Março de 2021”, revelou.
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Segundo informações avançadas, os rebeldes (conhecidos como Ahl al-Sunna wal-Jama’a (ASWJ), um nome antigo para o grupo que agora reivindica ataques sob a bandeira do EI), aumentaram as suas operações no primeiro semestre de 2024, contando actualmente com mais de 350 combatentes, que se organizam em três grupos principais.
“No dia 10 de Maio, houve um ataque em Macomia, no qual os insurgentes ocuparam a região por mais de 24 horas, tendo-se retirado em 12 de Maio. Durante este período, os mesmos saquearam bens e roubaram veículos”, sublinha-se no relatório.
Moçambique tem três projectos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de gás natural da Bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, todas localizadas ao largo da costa da província de Cabo Delgado.
Dois desses projectos têm maior dimensão e prevêem canalizar o gás do fundo do mar para terra, arrefecendo-o numa fábrica para depois o exportar por via marítima em estado líquido.
“Moçambique havia repelido os rebeldes com a ajuda de tropas de um bloco sul-africano e do Ruanda, mas houve um ressurgimento da violência este ano, principalmente com a retirada no mês passado da missão militar regional. A maioria dos ataques recentes ocorreu a pelo menos 80 quilómetros (50 milhas) de distância do projecto de GNL, que foi suspenso em Março”
Um é liderado pela TotalEnergies (consórcio da Área 1) e as obras avançaram até à suspensão por tempo indeterminado, após o ataque armado a Palma, em Março de 2021, altura em que a energética francesa declarou que só retomaria os trabalhos quando a zona fosse segura. O outro é o investimento ainda sem anúncio à vista liderado pela ExxonMobil e Eni (consórcio da Área 4).
Um terceiro projecto concluído e de menor dimensão pertence também ao consórcio da Área 4 e consiste numa plataforma flutuante de captação e processamento de gás para exportação, directamente no mar, que arrancou em Novembro de 2022.