Primeira-dama mobiliza apoios para deslocados
Escrita Por: Administração | Publicado: 4 years ago | Vizualizações: 12 | Categoria: Sociedade
A ESPOSA do Presidente da República, Isaura Nyusi, afirmou ontem, na abertura da cimeira virtual das primeiras-damas da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), que a sua presidência na organização foi marcada pela mobilização de apoio humanitário aos deslocados do terrorismo em Cabo Delgado.
Manifestou a vontade de ver este movimento a prosseguir, visto que muitas pessoas continuam a viver na condição de deslocados internos por conta do conflito que obrigou comunidades inteiras a abandonarem as suas zonas de origem.
O evento, subordinado ao tema “O Impacto da Covid-19 na região da SADC – Como a Recuperação Pode ser Responsabilidade do Género”, decorreu a partir do Malawi, país que assumiu a presidência rotativa da SADC.
Isaura Nyusi, que passou a presidência da organização para a Primeira-dama do Malawi, Mónica Chakwera, explicou às suas companheiras que, tal como outros países da região, Moçambique está a atravessar maus momentos devido à Covid-19, impacto que é profundamente agravado pela situação do terrorismo que colocou maisde 817 mil pessoas na situação de deslocadas.
A Primeira-dama disse que, maioritariamente, os deslocados são mulheres, idosos e crianças, e deste número, 400 mil são crianças que foram obrigadas a fugir dos seus lares e algumas desconhecem, até ao momento, o paradeiro dos seus progenitores.
Afirmou que foi neste contexto que, na vigência da presidência da SADC por Moçambique, o seu gabinete, para além das acções de combate à pandemia virale avaliação do impacto das medidas da sua contenção e controlo, priorizou apoio multiforme aos deslocados devido ao terrorismo.
A estes foi proporcionado apoio psico-social, concretamente para crianças, jovens, raparigas, mulheres e idosos vítimas do terrorismo para minimizar o trauma causado pela violência, ao mesmo tempo que dedicou-se na luta contra uniões prematuras e violência baseada no género.
Para Isaura Nyusi, o aumento de casos da Covid-19, particularmente na região da SADC, pressiona os sistemas de saúde já limitados em termos de recursos humanos, financeiros, infra-estruturas, medicamentos e consumíveis.
Por isso, convidou as suas companheiras para consideraremas necessidades especificas de mulheres e raparigas na formulação de respostas à Covid-19 e de recuperação pós-pandemia, bem como na construção de formações seguras e confiáveis para todos os processos de tomada de decisão nos países da SADC.
Por seu turno, a Primeira-dama do Malawi disse, após assumir a presidência, que o combate à Covid-19, uniões prematuras e violência baseada no género merecerão prioridade durante o seu mandato na organização.
Reconheceu o trabalho desenvolvido pela Primeira-dama de Moçambique, aquem pediu apoio durante o seu mandato de um ano.
Participaram da cimeira as primeiras-damas de Moçambique, Isaura Nyusi; do Malawi, Mónica Chakwera; de Angola, Ana Dias Lourenço; de Botswana, Neo Jane Masisi; das Comores, Ambari Azali; do Congo, Denise Nyakeru Tshisekedi; da Zâmbia, Esther Lungue Nomvula Hlophe, esposa do Primeiro-Ministro do Reino de Eswatini.
A Ministra do Género, Crianças, Deficiências e Bem-Estar Social do Malawi, representantes do secretariado da SADC e a coordenadora residente das Nações Unidas no Malawi estiveram presentes.
Também participaram todos os chefes de agências, organizações da sociedade civil e a presidente da equipa central de planeamento para a cúpula das primeiras-damas da SADC.
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