Na semana que marca um ano do início do colapso laboral nos EUA fruto da chegada do novo coronavírus, os pedidos semanais de subsídio de desemprego atingiram um novo mínimo que, juntamente com a reabertura de grande parte dos estados e uma campanha de vacinação robusta, deixam antecipar uma tendência de retoma real.
Escrita Por: Administração | Publicado: 5 years ago | Vizualizações: 1 | Categoria: Economia
Depois de um ano extremamente penalizador para a maior economia do mundo, o número semanal de pedidos de subsídio de desemprego nos EUA ficou pela primeira vez abaixo dos 700 mil na semana terminada a 20 de março. Este resultado surge precisamente quando passa um ano da explosão de desemprego no país, depois dos 10 milhões de novos desempregados registados na segunda metade de março de 2020.
O pleno emprego de que gozava a economia norte-americana foi abruptamente interrompido com a chegada do novo coronavírus ao território, que obrigou ao encerramento por tempo indefinido de sectores inteiros, especialmente face à incerteza nos tempos iniciais da doença.
A inscrição de 3,3 milhões de americanos na semana terminada a 21 de março de 2020 deixava antever o impacto brutal da crise pandémica no mercado laboral do país, uma situação que foi confirmada pelos mais de 6 milhões de pedidos de subsídio de desemprego registados em cada uma das duas semanas seguintes.
Em abril, a taxa nominal de desemprego havia escalado até aos 14,8%, depois de se ter ficado pelos 3,5% no início do ano. No entanto, a real situar-se-ia pelos 20,4%, como estima o Peterson Institute for International Economics (PIIE), uma avaliação que inclui trabalhadores temporariamente afastados.
Apesar do atraso no reconhecimento da gravidade da situação e na adoção das medidas adequadas de contenção da pandemia, o Governo e Congresso norte-americanos foram expeditos na aprovação de um primeiro pacote de apoio à economia. Este aliviou parte da pressão que sentiam muitas famílias no país, mas a necessidade de manter confinamentos (nos estados que os impuseram, dada a resistência de uma fação dos Governadores em aplicar medidas restritivas) continuou a asfixiar a economia.
Assim, o final de 2020 chegou com menos 9 milhões de postos de emprego, como mostram os dados do Departamento do Trabalho, um resultado para o qual contribuiu a destruição de mais de 300 mil trabalhos em dezembro, depois de sete meses de uma recuperação tímida. Este resultado coincide com um agravamento da situação pandémica no país, numa altura em que a média móvel semanal de novos casos ultrapassou os 200 mil durante dois períodos de 15 dias.
A campanha de vacinação no país parece agora começar a dar frutos no mercado laboral. Com os estados todos em processo de reabertura da economia, foi possível recuperar sectores que se encontravam impedidos de operar, como a restauração e o turismo, com o peso que estes acarretam na economia americana. A título de exemplo, a reabertura parcial dos restaurantes em Nova Iorque e o início da retoma da atividade na California e Ohio resultaram no valor mais baixo em três meses, à altura, de novos pedidos semanais de subsídio de desemprego.
“Os dados destes pedidos têm por vezes algum ruído e não queremos extrapolar demasiado a partir de apenas uma semana, mas, no geral, parece que a tendência neste indicador é de descida ultimamente”, explica numa nota desta quinta-feira o economista Daniel Silver, do JPMorgan Chase. “Isto sugere que o mercado laboral tem vindo a melhorar nos últimos meses, dado o abrandamento na evolução da Covid-19 como resultado, em parte, da distribuição da vacina”, acrescenta.
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