Transportadora Nhancale cancela tudo e concentra-se no acidente

A Transportadora Nhancale suspendeu as suas actividades e está, neste momento, a prestar apoio às famílias das vítimas mortais e aos sobreviventes. Porém, até à manhã de hoje, os 10 internados no Hospital Central de Maputo ainda não tinham recebido nenhum apoio.


Escrita Por: Administração | Publicado: 4 years ago | Vizualizações: 1 | Categoria: Economia


Os portões estão fechados e, no interior do estabelecimento, os autocarros estão estacionados. Os trabalhadores de todas as delegações a nível da cidade de Maputo foram chamados para se concentrarem na sede.

Armando trabalha, normalmente, no distrito de Marracuene, mas, neste momento, integra a equipa que está a tratar do apoio às vítimas do acidente da noite de sábado. Ele conta que está tudo parado e que, por isso, “nenhum autocarro está em movimento, a não ser que algum deles esteja fora de Maputo e a regressar”. Ainda assim, o trabalho ainda é longo, tanto é que parte das vítimas ainda não recebeu nenhum apoio.

A título de exemplo, até à manhã de hoje, “só conseguimos falar com aqueles que estavam lá, na Manhiça, e não conseguimos falar nem apoiar os que estavam no Hospital Central, porque estávamos na Manhiça”, diz o funcionário.

Na Manhiça, Armando visitou o seu colega, no caso, o motorista do autocarro que matou 31 pessoas no sábado, o qual apresentava um aspecto físico razoável. Todavia, ele não tem como assegurar que o companheiro está em condições normais de saúde, até porque “geralmente, quando isso ocorre, há golpes psicológicos que acabam por afectar também o físico”.

Enquanto isso, nos escritórios, vêem-se a entrada e saída de familiares das vítimas que vão recebendo apoio. A transportadora tem um acordo com uma funerária que está a responsabilizar-se pelos processos dos corpos já identificados.

Os familiares fazem-se aos escritórios para confirmar se, de facto, o nome do seu ente-querido consta da lista dos passageiros finados e depois recebem mais instruções. Tivemos acesso à explicação que é dada aos familiares.

“Devem ir à Funerária Banze e escolher a urna e a funerária vai disponibilizar o carro para ir buscar o corpo da morgue para vir para cá. Se a pessoa é de Maputo e vai ser enterrada cá, também se deve ir à Funerária Banze”.

O “O País” sabe que este não é o apoio final da transportadora, mas trata-se de uma medida para ultrapassar este momento crítico e que, depois, será feita uma decisão mais formal sobre as vítimas sobreviventes, bem como os familiares das mais de 30 vítimas mortais.

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