O Presidente da República defendeu hoje que a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) deve ser o parceiro principal de Moçambique no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, reiterando que a insurgência armada é uma ameaça regional.
Escrita Por: Administração | Publicado: 4 years ago | Vizualizações: 5 | Categoria: Sociedade
Moçambique é a partir de hoje o centro das atenções das populações de todos os paises da Região Autral de África. Em causa está a realização, em Maputo, da Cimeira Estraordinária dos Chefes de Estado e de Governo da SADC.
Na qualidade de afintrião e Presidente em exercício do bloco, Filipe Nyusi começou a sua intervenção pedindo um minuto de silêncio em homenagem a Keneth Kaunda, Jonh Magufuli e primiero-ministro do reino de E-Swatine que perderam a vida.
Nyusi reconheceu que a região debate-se com problemas que exigem união e solidariedade entre os paises. O terrorismo em Cabo Delgado foi assunto no seu discurso, tendo alertado que o problema pode afectar toda a região.
O Presidente da República disse esperar dos países membros cooperação, pois o apoio da SADC é primordial para Moçambique na luta contra este mal.
Filipe Nyusi não deixou de destacar a participação, no evento, da presidente da Tanzania, um país estratégico pois faz limite com Cabo Delgado.
O Presidente Moçambicano não deixou de destacar as recentes realizações do bloco, como o Fórum de Negócios da SADC e o lançamento, em Nacala, do Centro de Operações Humanitárias e de Emergência da Comunidade. O Chefe de Estado pediu um debate franco e aberto, pois as decisões de hoje tem impacto sobre as futuras gerações.
Filipe Nyusi manifestou ainda a preocupação com as mudanças climáticas, que colocam os países da região a viverem num estado de imprevisibilidade, pois estimulam o aumento da temperatura, o nível das águas dos oceanos e aumentam o nível de pluviosidade, provocando fenómenos climáticos extremos.
Nyusi acrescentou que os efeitos das mudanças climáticas têm criado escassez de água, extinção da flora e fauna, pragas nas plantas, escassez de alimentos, migração de pessoas devido as secas e inundações, ciclones tropicais e outros fenómenos associados.
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