Eleições Gerais: Posto Fronteiriço de Lebombo Volta à Normalidade

Oposto fronteiriço de Lebombo, entre a África do Sul e Moçambique, continua operacional após os violentos protestos que se seguiram aos resultados das eleições no País, informou esta terça-feira, 29 de Outubro, o portal de notícias Travel News.


Escrita Por: Administração | Publicado: 1 year ago | Vizualizações: 3489 | Categoria: Economia


Citada pelo site, a comissária em exercício na Autoridade de Gestão de Fronteiras (BMA), Jane Thupana, disse no domingo, 27 de Outubro, que o posto fronteiriço não tinha sido afectado e permanecia operacional, com a circulação de pessoas e bens a ser facilitada normalmente. Natalie Tenzer-Silva, directora da empresa turística Dana Tours, também confirmou à Travel News que a situação voltou ao normal por enquanto. “A fronteira está aberta e estamos a funcionar normalmente. Também houve alguma limpeza na cidade de Maputo depois das barricadas que foram colocadas quando os protestos começaram”, disse. Outras Notícias Para Ler CPLP Vai Adoptar Resolução Para Plataforma de Combate à Pesca Ilegal INAMAR Capacita Colaboradores Para Reforçar Controlo e Combate à Poluição Marinha 30 de Outubro, 2024 Ouro em Alta Com Expectativa de Corte de Juros em Setembro Zimbabué: Produção de Ouro Aumentou 33% no Terceiro Trimestre de 2024 30 de Outubro, 2024 INAM Prevê Época de Chuvas Mais Intensa na Região Centro Niassa: Desnutrição Crónica Continua em Níveis Elevados 30 de Outubro, 2024 Eleições Gerais: Presidente da África do Sul Felicita Daniel Chapo e Frelimo Pela Vitória Eleições Gerais: Presidente da África do Sul Felicita Daniel Chapo e Frelimo Pela Vitória 30 de Outubro, 2024 Jane Thupana apontou que os viajantes estão preocupados com as tensões na travessia da fronteira, que podem criar longas filas de espera. “A equipa da BMA, apoiada por outras autoridades responsáveis pela aplicação da lei, está no terreno para gerir eventuais bloqueios de circulação”, explicou. A responsável revelou: “Foi emitido um alerta para que os viajantes evitem viagens nocturnas devido à situação actual. No entanto, se o cenário se agravar e se tornar inseguro para os mesmos, a BMA informará em conformidade”. Importa referir que já foi anunciada a terceira etapa das marchas pacíficas em repúdio aos resultados das eleições gerais de 9 de Outubro. A última sexta-feira (25) foi o segundo dia de greve geral da segunda etapa de manifestações convocadas por Venâncio Mondlane, que provocaram confrontos entre manifestantes e a polícia, sobretudo em Maputo, com pneus queimados, avenidas cortadas e disparos de gás lacrimogéneo. Além de Mondlane, também o presidente da Resistência Nacional de Moçambique (Renamo, actual maior partido da oposição), Ossufo Momade, um dos quatro candidatos presidenciais, disse não reconhecer os resultados eleitorais anunciados pela CNE e pediu a anulação da votação. O candidato presidencial Lutero Simango, apoiado pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), recusou igualmente os resultados, considerando que foram “forjados na secretaria”, e prometeu uma “acção política e jurídica” para repor a “vontade popular”. O Centro de Integridade Pública (CIP), organização não-governamental que monitorizou o processo eleitoral, estima que dez pessoas morreram, dezenas ficaram feridas e cerca de 500 foram detidas, no contexto dos protestos e confrontos durante a greve e manifestações de quinta e sexta-feira.
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