Banco Central Mantém Reservas Obrigatórias em Rácios Máximos, Apesar Dos “Apelos” do FMI e CTA

OComité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique (BdM) decidiu manter inalterados, em valores máximos, pelo menos até final de Setembro, os coeficientes de reservas obrigatórias dos bancos comerciais, apesar dos apelos feitos pelos empresários e do Fundo Monetário Internacional (FMI).


Escrita Por: Administração | Publicado: 1 year ago | Vizualizações: 100131 | Categoria: Economia


A decisão tomada na reunião daquele comité do banco central realizada na quarta-feira, 31 de Julho, mantém a obrigação dos bancos comerciais colocarem no BdM, como reservas, 39% dos recursos em moeda nacional e 39,5% em moeda estrangeira. a d v e r t i s e m e n t “A próxima reunião do CPMO está agendada para 30 de Setembro, pelo que até à data, estes coeficientes vão permanecer inalterados por, pelo menos, mais dois meses”, acrescentou a informação avançada pela Lusa. Outras Notícias Para Ler Botsuana: FMI Reduz Previsão de Crescimento Para 2024 Devido a Problemas no Mercado Dos Diamantes Botsuana: Vendas de Diamantes na Debswana Caem 49,2% Com a Continuação da Queda do Mercado 1 de Agosto, 2024 Lucro Semestral da Shell Diminui 8% 1 de Agosto, 2024 Afreximbank Anuncia Financiamento de 900 M$ Contra a Pandemia Angola: Afreximbank Compromete-se a Investir 1,4 MM$ em Fábrica de Fertilizantes 1 de Agosto, 2024 Bolsas em Stand-by de Olho nos Resultados e à Espera da Fed Banca e Sector Automóvel Pressionam as Bolsas Europeias 1 de Agosto, 2024 Recentemente, o FMI recomendou ao Banco de Moçambique a redução “dos elevados rácios de reservas” exigidos aos bancos comerciais, com o intuito de impulsionar a economia nacional, aconselhando a implementação de alternativas para absorver o excesso de liquidez e a remuneração das reservas obrigatórias. No relatório da quarta avaliação ao programa de Facilidade de Crédito Alargado (ECF), finalizado este mês, o Fundo sublinhou a necessidade de ajustar os elevados requisitos de reservas. “A redução dos elevados requisitos de reservas é crucial para aliviar as condições financeiras. Embora o sistema financeiro moçambicano apresente um excedente estrutural de liquidez, o aumento significativo das reservas obrigatórias em 2023, de cerca de 10% para 40%, pode ter sido excessivo para absorver o excesso de liquidez”, destaca o relatório. O FMI alertou que o BdM deve evitar utilizar as reservas mínimas como um instrumento de política activa. “A médio prazo, o Banco de Moçambique deverá também remunerar as reservas obrigatórias à taxa directora, enquanto absorve as reservas excedentárias através de uma modalidade de colocação total de taxa fixa”, recomendou o organismo. Caso contrário, os elevados requisitos de reservas não remuneradas poderão aumentar os riscos para a estabilidade financeira e dificultar a transmissão monetária. Já a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) solicitou ao banco central uma redução nas reservas obrigatórias, destacando um défice de 25,3 milhões de meticais (400 milhões de dólares) que está a causar sérios constrangimentos no sector empresarial. Este défice tem levado a atrasos nos pagamentos ao exterior, multas, quebras de facturação e outros problemas operacionais. Segundo dados apresentados pela CTA, as necessidades não satisfeitas em importações ou pagamentos ao exterior atingiram já 400 milhões de dólares (25,3 milhões de meticais) em 2024, em resultado das restrições de liquidez de moeda estrangeira nos bancos. A principal causa apontada é o elevado rácio de reservas obrigatórias, fixado em 39% para moeda estrangeira, uma decisão do BdM tomada há mais de um ano. Desde Dezembro de 2022, o volume das reservas obrigatórias cresceu 306%, passando de 62,1 milhões de meticais para 251,1 milhões de meticais até ao final de Abril deste ano. Os requisitos de reservas obrigatórias foram fixados pelo BdM em 10,5% em moeda nacional e 11% em moeda estrangeira no início de Janeiro de 2023. No entanto, ao longo dos primeiros seis meses do ano, o BdM aumentou estes rácios em duas ocasiões, justificando as alterações como necessárias para absorver a liquidez excessiva e conter a pressão inflacionária.
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