PR Critica Anúncio de Vitória de Venâncio Mondlane e Condena Escalada de Violência

O Presidente da República, Filipe Nyusi, criticou esta segunda-feira, 28 de Outubro, o candidato presidencial Venâncio Mondlane por se ter declarado vencedor das eleições quando o apuramento estava em curso e alertou para consequências da escalada da violência, informou a Lusa.


Escrita Por: Administração | Publicado: 1 year ago | Vizualizações: 51 | Categoria: Economia


“Enquanto estavam apurados menos de 10% dos votos declarou-se vencedor incontestável, anunciando que já tinha criado uma comissão de transição de poderes, apelando aos seus apoiantes a manifestarem-se. Onde é que se viu isto? Em que continente, em que País? Como é que se sabe antes que alguém ganhou”, questionou o estadista, enquanto falava, remotamente, a partir de Maputo, com os embaixadores moçambicanos. O chefe de Estado garantiu na mesma intervenção, actualizando o processo sobre as eleições gerais de 9 de Outubro, que “de uma maneira geral, a campanha, a votação e o escrutino decorrem bem”, embora notando que os observadores internacionais só dias depois da votação é que apontaram alegados casos de “enchimento de urnas”, pelo que devem esclarecer se testemunharam essas situações. 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Como é que se sabe antes que alguém ganhou No dia 10 de Outubro, dia seguinte às eleições gerais, o candidato presidencial Venâncio Mondlane declarou-se vencedor das eleições, alegando os resultados das actas e editais processados pela sua candidatura. “Estamos a fazer uma declaração pública de vitória em face das actas e dos editais originais, verdadeiros, que chegaram a nós”, disse o candidato. Na intervenção de hoje, o chefe de Estado insistiu num apelo à “calma e à obediência pela lei”, face às manifestações violentas da última semana, que sublinhou já terem provocado ferimentos, alguns com gravidade, a “mais de 60 polícias”. Filipe Nyusi apelou à comunidade internacional, nomeadamente “aqueles que se dizem amigos de Moçambique a colaborarem com os moçambicanos de bem”, reconhecendo que investidores têm demonstrado inquietação com a situação actual do País. Criticando a escalada de violência que Moçambique tem enfrentado nos últimos dias, Filipe Nyusi assumiu preocupação com os casos de “vandalismo”, destruição de bens públicos e saques registados no País. “Que a nós não nos parece ser assunto do Podemos (partido que apoia a candidatura de Venâncio Mondlane). Vamos compreender um pouco se não estaremos a subir gradualmente para uma confusão grave, mas teremos de responsabilizar algumas pessoas qualquer dia que seja”, avisou. Filipe Nyusi apelou à comunidade internacional, nomeadamente “aqueles que se dizem amigos de Moçambique a colaborarem com os moçambicanos de bem”, reconhecendo que investidores têm demonstrado inquietação com a situação actual do País Apelou à “responsabilidade” de todos os actores e partidos políticos, e ao uso dos “meios legais” para contestar os resultados já conhecidos, tendo em conta que o Conselho Constitucional ainda não proclamou os resultados finais, criticando igualmente os avisos de novos protestos já anunciados por Venâncio Mondlane, enquanto decorre esse processo. “Reconhece-se que os moçambicanos têm direito à manifestação e à liberdade de expressão, mas estas devem ser realizadas em obediência à lei”, disse o estadista. Ainda assim, sublinhou que o período da guerra em Moçambique é uma fase “ultrapassada” e que não pode haver “vandalismo”, alertando para as consequências de um líder político “perder o controlo” das suas declarações. “Não há espaço em Moçambique para nós estarmos a lutar. O apelo que fazemos é que nós todos estejamos unidos e coesos, focados para o desenvolvimento do País, usando as leis”, disse. A Comissão Nacional de Eleições (CNE) anunciou na quinta-feira (24) a vitória de Daniel Chapo, apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder desde 1975) na eleição a Presidente da República de 9 de Outubro, com 70,67% dos votos. Venâncio Mondlane, apoiado pelo Partido Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos, extraparlamentar), ficou em segundo lugar, com 20,32%, mas afirma não reconhecer estes resultados, que ainda têm de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional. A Frelimo reforçou ainda a maioria parlamentar, passando de 184 para 195 deputados (em 250), e elegeu todos os dez governadores provinciais do País. O anúncio dos resultados pela CNE voltou a desencadear violentos protestos e confrontos com a polícia, sobretudo em Maputo, por parte de manifestantes pró-Venâncio Mondlane. O Centro de Integridade Pública (CIP), uma organização não-governamental que monitoriza os processos eleitorais, estima que dez pessoas morreram, dezenas ficaram feridas e cerca de 500 foram detidas no âmbito dos protestos.
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