Exportações de Açúcar Caíram 70% no Primeiro Trimestre

O açúcar exportado por Moçambique no primeiro trimestre rendeu apenas três milhões de dólares, uma queda de 70,7% face ao mesmo período de 2023, indicam dados do banco central publicados, este sábado, 10 de Agosto, pela Lusa.


Escrita Por: Administração | Publicado: 1 year ago | Vizualizações: 302 | Categoria: Economia


De acordo com um relatório do Banco de Moçambique sobre a balança de pagamentos nos primeiros três meses do ano, a queda registada nas receitas com a exportação de açúcar moçambicano “deveu-se a redução no volume exportado, associada a fraca disponibilidade da cana-de-açúcar”. “Devido às cheias e inundações registadas no início do ano”, lê-se no documento. a d v e r t i s e m e n t Outras Notícias Para Ler Sinal de Perigo? Onda Global de IPOs Começa a Lembrar Bolha da Internet em 1999 Futuros da Europa em Alta. Ásia Valoriza Pela Segunda Sessão 12 de Agosto, 2024 Google DeepMind Apresenta Robot Capaz de Vencer Jogadores Amadores de Ténis de Mesa Google DeepMind Apresenta Robot Capaz de Vencer Jogadores Amadores de Ténis de Mesa 12 de Agosto, 2024 COP28: “Nova Estratégia de Transição Energética Vai Colocar Moçambique na Vanguarda”, Filipe Nyusi (Com Vídeo) Nyusi Efectua Visita de Trabalho ao Ruanda 12 de Agosto, 2024 Governo Defende Maior Dinâmica na Cooperação Bilateral Com o Quénia Moçambique Agradece à SADC o Apoio na Luta Contra o Terrorismo 12 de Agosto, 2024 No primeiro trimestre de 2023 as exportações de açúcar renderam 10,3 milhões de dólares a Moçambique. A Lusa noticiou esta semana que a produção de açúcar na Açucareira de Mafambisse, na província de Sofala e uma das principais de Moçambique, está em queda, devido aos efeitos combinados das intempéries e das alterações climáticas, segundo a administração. “Estamos a registar baixas na nossa produção de açúcar devido a algumas dificuldades provocadas pelas intempéries registadas nos últimos anos no país”, referiu na quinta-feira (8), aos jornalistas, o director da Tongaat Hulett, grupo que detém a Açucareira de Mafambisse, Pascoal Macule. O responsável avançou que, das 75 mil toneladas produzidas anualmente pela firma, esta caiu para 40 mil nos últimos dois anos, criando avultados prejuízos à fábrica. No primeiro trimestre de 2023 as exportações de açúcar renderam 10,3 milhões de dólares a Moçambique Um outro factor que influenciou na forte quebra de produção foi a perda de cerca de oito mil hectares de cana sacarina, matéria-prima para a produção de açúcar, devido aos efeitos das alterações climáticas: “Isto em Nhamatanda, devido à seca nos nossos campos e ao fenómeno El Niño.” Localizada no posto administrativo de Mafambisse, no distrito do Dondo, em Sofala, a açucareira tem capacidade instalada para produzir 92 mil toneladas de açúcar por ano. A Tongaat Hulett anunciou recentemente uma injecção de 500 milhões de rands (26 milhões de dólares) nas açucareiras Mafambisse e Xinavane, ambas em Moçambique e nas quais o grupo sul-africano é accionista maioritário. Moçambique é considerado um dos países mais severamente afectados pelas alterações climáticas no mundo, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre Outubro e Abril. O período chuvoso de 2018/2019 foi dos mais severos de que há memória: 714 pessoas morreram, incluindo 648 vítimas dos ciclones Idai e Kenneth, dois dos maiores de sempre a atingir o país. A província de Sofala, no centro do território, tem sido das mais fustigadas pelas tempestades. a d v e r t i s e m e n t Já no primeiro trimestre do ano passado, as chuvas intensas e a passagem do ciclone Freddy provocaram 306 mortos, afectaram no país mais de 1,3 milhões de pessoas, destruíram 236 mil casas e 3200 salas de aula, segundo dados oficiais do Governo.
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