EXPLICADOR: Contas Conjuntas ou Separadas – O Que é Melhor Para um Casal?

O dinheiro é, frequentemente, uma fonte de ansiedade e conflitos para um casal – e uma das causas mais comuns de divórcio. Aliás, 64% dos consumidores em casal admitem incompatibilidade financeira com os seus parceiros, segundo um estudo norte-americano da empresa Bread Financial.


Escrita Por: Administração | Publicado: 2 years ago | Vizualizações: 32 | Categoria: Economia


Perante os diversos desafios na gestão das finanças pessoais, muitos casais hesitam na melhor opção a tomar para o bem-estar financeiro da relação: é melhor ter contas conjuntas ou separadas? a d v e r t i s e m e n t As gerações mais novas têm privilegiado uma abordagem separada das finanças. Esta foi a conclusão de um outro estudo norte-americano da Bankrate, que indica que 43% da Geração Z (1997-2010) e 31% dos Millennials (1981-1996) preferem manter as contas bancárias separadas. Esta opção é menos comum noutras gerações, a ser a preferência de apenas 19% da Geração X (1965-1980) e 18% dos Baby Boomers (1946-1964). Apesar destas diferenças entre gerações, a verdade é que não há uma resposta certa sobre a administração das contas bancárias em casal. Todas as opções – contas conjuntas, separadas e até soluções mistas – podem encaixar-se na gestão a dois do dinheiro, desde que faça sentido para o contexto do casal e para a forma como cada uma das pessoas aborda as finanças pessoais. Vantagens e Desvantagens Contas conjuntas As contas conjuntas facilitam uma gestão partilhada das finanças, uma vez que a administração das despesas, dívidas e receitas comuns ao casal está centrada em contas de que ambos são titulares. Além disso, evitam a burocracia e as despesas (no caso de comissões bancárias) de manter uma conta bancária para cada membro do casal. Há também uma relação entre contas conjuntas e casais felizes. Esta foi uma das conclusões de um estudo do Journal of Consumer Research, que indica que casais com contas conjuntas apresentam uma maior qualidade da relação, embora não seja claro, ainda assim, se são as contas conjuntas o motivo de maior harmonia conjugal ou se casais mais felizes tendem a optar por contas conjuntas. A opção pelas contas conjuntas pode, no entanto, limitar a independência, autonomia e privacidade financeira de cada um dos membros do casal. E, perante perfis muito diferentes (rendimentos muito díspares ou um ser mais poupado e outro mais gastador, por exemplo), uma única conta conjunta pode também ser fonte de conflitos e sentimentos de injustiça. Em caso de divórcio litigioso, por exemplo, há o risco de perturbações no acesso ao dinheiro comum. Contas separadas Pela positiva, ter contas separadas permite ao casal manter a autonomia e a privacidade financeiras, com historiais bancários distintos. É uma forma de evitar possíveis surpresas negativas quando o dinheiro numa conta conjunta é usado indevidamente e de não arcar com as consequências das decisões financeiras do outro. As contas separadas possibilitam também uma gestão diferenciada das finanças, em função do rendimento de cada um. Ou seja, as despesas podem não ser pagas “por igual”, dependendo do acordo entre o casal, e ser criada uma divisão em função de quem ganha mais e quem ganha menos. Do lado das desvantagens, manter contas separadas exige maior planeamento e burocracia na gestão das finanças em casal. A falta de controlo comum dificulta rastrear se as despesas e dívidas estão efectivamente a ser pagas. É também mais difícil haver um incentivo a objectivos financeiros e poupanças comuns. E, perante um caso de urgência, tenha em mente que não será possível aceder à conta do outro membro do casal. A terceira alternativa: uma solução mista Um casal não tem, forçosamente, de escolher apenas entre contas conjuntas ou contas separadas. A meio caminho, existe também a opção de optarem por uma solução mista. Nesta opção, o casal mantém duas contas separadas, mas também uma outra conjunta. Esta pode ser usada para pagar despesas, para poupança, para um objectivo comum (como férias) ou para investimentos, entre muitas possibilidades. Neste tipo de abordagem, é possível manter alguma independência e privacidade financeiras de cada membro do casal, diminuindo alguns dos riscos de falta de autonomia, mas também ter uma frente comum, na qual podem ser geridas despesas de ambos e contributos para os mesmos objectivos. Do lado das desvantagens, o casal poderá ter aqui alguns desafios de gestão e burocracia em organizar as finanças divididas entre as contas separadas e a conta conjunta. É preciso, por isso, ter regras claras e um controlo persistente das finanças em casal, de forma que se facilite o rastreamento do orçamento e saber, exactamente, o ponto de situação de despesas, poupanças e investimentos. Fonte: Money Lab
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