CTA Admite Reputação “Beliscada” Por Penhora de Contas e Sede

AConfederação das Associações Económicas (CTA), que congrega o sector privado do País, admitiu esta sexta-feira, 28 de Junho, que a imagem da organização está manchada, devido a notícias sobre a penhora da sede e de contas bancárias da entidade.


Escrita Por: Administração | Publicado: 1 year ago | Vizualizações: 51 | Categoria: Economia


“É obvio que a imagem da CTA está beliscada, naturalmente, porque, em boa verdade, ninguém, que trabalhe de boa-fé, se sentiria bem quando o seu nome é posto a circular nos meios de comunicação social da forma como está a ser feito”, disse o conselheiro de direcção da CTA, Adelino Buque, falando em conferência de imprensa. “Não há dúvida que a imagem está beliscada”, enfatizou a fonte. a d v e r t i s e m e n t Outras Notícias Para Ler Agravamento da Pandemia Penaliza Petróleo Aumento da Procura e Défice de Produção Impulsionam Preços do Petróleo 1 DE JULHO, 2024 África do Sul: Empresários Portugueses Sob Alvo de Sequestradores África do Sul: Empresários Portugueses Sob Alvo de Sequestradores 1 DE JULHO, 2024 Jovem Britânico Paralisado Escreve Livro Usando Apenas os Olhos Jovem Britânico Paralisado Escreve Livro Usando Apenas os Olhos 1 DE JULHO, 2024 Moçambique e Gana Assinam Remoção de Vistos Diplomáticos e de Serviços África: Saiba Quais os Países Com Melhor Desempenho no Sector do Turismo 1 DE JULHO, 2024 EXPLICADOR: O Que é BPO Financeiro? EXPLICADOR: O Que é BPO Financeiro? 1 DE JULHO, 2024 Na mesma ocasião, Prakash Prehlad, vice-presidente do organismo, criticou o facto de notícias sobre a ordem de penhora do edifício da sede da organização em Maputo e de contas bancárias da organização terem sido veiculadas nos meios de comunicação social, sem que aquela entidade tenha sido notificada. “A CTA ainda não foi formalmente notificada do despacho judicial de penhora, pois, por lei, esta é primeiro ordenada e posteriormente comunicada ao executado para apresentar os mecanismos de defesa que lhe cabem ou efectuar o pagamento”, declarou o responsável. A vice-presidente da CTA afirmou que a divulgação da decisão judicial visa influenciar a opinião pública e satisfazer interesses paralelos à materialização da justiça. “Recomendamos que o tribunal da causa ou as instituições de Justiça competentes investiguem em que circunstâncias a informação foi veiculada nos media, de modo que se reforce a confiança nos tribunais”, acrescentou. Prakash Prehlad assinalou que a penhora não implica uma perda imediata da titularidade ou posse dos bens, e que a agremiação continua aberta e a operar normalmente. A fonte afirmou que o contrato de empreitada com a Construtora do Mondego, que deu origem à ordem de penhora, foi assinado no dia 23 de Março de 2017, pelo anterior Conselho Directivo, dois meses antes do fim do mandato. “Essa circunstância tornou o contrato difícil de executar em tempo oportuno por ambas as partes”, declarou a fonte. O contrato previa a construção de escritórios da CTA nas províncias de Gaza e Inhambane, ambas no sul do País, e as obras estavam avaliadas em 12 milhões de meticais (176 111 euros). Uma fonte da Construtora do Mondego disse à Lusa que a empresa moveu uma acção executiva que resultou na decisão do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo de ordenar a penhora do edifício da sede da CTA e de contas domiciliadas em quatro bancos. A fonte adiantou que a penhora visa o pagamento de uma dívida de 24,5 milhões de meticais (359 158 euros) que a CTA deve, como resultado de uma obra de construção do edifício da “Casa de Empresários”, na província de Inhambane, sul de Moçambique, ao abrigo de dois contratos que as duas partes assinaram em 2017. O valor inclui o custo da obra e os juros de mora pelo incumprimento dos prazos de pagamento da empreitada. a d v e r t i s e m e n t A construtora do Mondego exigia o pagamento de 40,1 milhões de meticais (587 976 euros), mas o tribunal fixou a dívida em 359 158 euros.
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