Moçambique Defende Transição Energética Realista Para Países em Desenvolvimento
Moçambique defende que as metas globais para a redução das emissões de gases de efeito estufa, estabelecidas para 2050, devem ser adaptadas aos contextos e desafios específicos dos países em desenvolvimento. Esta posição foi apresentada pelo secretário permanente do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, António Saínda, durante um congresso realizado em Itália, onde se discutiram as ‘nuances’ da transição energética a nível mundial.
Escrita Por: Administração |
Publicado: 1 year ago |
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Categoria: Economia
Segundo noticiado pelo jornal notícias, António Saíde, num painel de alto nível, sublinhou a importância de implementar uma acção concertada internacional para a redução das emissões de gases nocivos ao ambiente, em linha com o Acordo de Paris de 2021. No entanto, defendeu que as metas globais devem ser “realistas”, considerando as dificuldades económicas actuais e as necessidades de desenvolvimento dos países africanos, como Moçambique.
António Saíde destacou que os desafios a serem superados incluem o acesso ao financiamento climático, a capacitação de recursos humanos e a transferência de tecnologia, elementos fundamentais para que os países em vias de desenvolvimento possam atingir as suas metas energéticas. “O acesso ao financiamento pode suprir as necessidades energéticas internas e consolidar a posição do país como produtor e fornecedor de energias verdes na região Austral de África”, afirmou.
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De acordo com a informação, Moçambique possui um potencial energético significativo, estimado em 18 Gigawatts (GW) de fontes hídricas, 185 Tcf de gás natural, 25 mil milhões de toneladas de reservas de carvão, 23 mil GW de energia solar e 5,6 GW de energia eólica. Além disso, estão em curso projectos de energias verdes com capacidade de 100MWp, incluindo Mphanda Nkuwa, Boroma e Lupata, bem como a construção de centrais fotovoltaicas flutuantes de pequena escala para fornecer energia às comunidades residentes em diversas ilhas do País.
Durante o congresso de Milão, Moçambique reafirmou o seu papel de facilitador na transição energética global através do gás, posicionando-se como um centro energético de geração na região da África Austral e impulsionando a sua própria transição energética. Além disso, os representantes do Governo reuniram-se à porta fechada com o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair e com o antigo secretário de Estado norte-americano John Kerry para discutir financiamento e transição para energias verdes.
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O painel contou ainda com a participação dos ministros dos Recursos Minerais do Azerbaijão, Paquistão, Serra Leoa e Gana, que debateram estratégias para promover uma transição energética inclusiva e adaptada às realidades dos países em desenvolvimento.