Dívidas Ocultas: Tribunal Superior de Londres Divulgará Sentença de Caso de Subornos já Nesta Segunda-Feira

Asentença do caso do pagamento de subornos para a viabilização dos empréstimos ilegais à ProIndicus, MAM e EMATUM, em julgamento no Tribunal Superior de Londres, será conhecida já nesta segunda-feira, 29 de Julho.


Escrita Por: Administração | Publicado: 1 year ago | Vizualizações: 85 | Categoria: Economia


Inicialmente, este acto deveria ter acontecido na semana passada, mas, sem apresentar justificação, o juiz Robin Knowles, do Tribunal Superior de Londres, acabou por adiar a leitura do veredicto. a d v e r t i s e m e n t Nesta instância internacional, Moçambique demandou a Privinvest e o seu proprietário, Iskandar Safa, assim como o seu gestor sénior, Jean Boustani. Outras Notícias Para Ler Bolsas Encaminham-se para Novos Recordes com Biden a Impulsionar Ásia Encerra em Alta e Europa Aponta Para Abertura no Verde Com Bancos Centrais no Radar 29 de Julho, 2024 Autoridades Detiveram 13 Pessoas Envolvidas em Operações Cambiais Ilegais Branqueamento de Capitais: GIFIM Revela Uso de Contas de Familiares Por Raptores 29 de Julho, 2024 Bolsa de Valores de Moscovo Fechada Pelo Quinto Dia Consecutivo The Economist: As Melhores e (as Piores) Cidades do Mundo Para Viver 29 de Julho, 2024 Investigadores Desenvolvem Chatbot Com IA Para Conversar Com Uma Versão Futura Dos Utilizadores Investigadores Desenvolvem Chatbot Com IA Para Conversar Com Uma Versão Futura Dos Utilizadores 29 de Julho, 2024 Com a produção de prova encerrada no último mês de Dezembro, o magistrado disse, na circunstância, que, devido à complexidade do processo, precisaria de no mínimo seis meses, prazo consideravelmente razoável, para formular um juízo final. Durante as alegações finais do processo, Moçambique exigiu 3,1 mil milhões de dólares ao grupo naval Privinvest e ao seu proprietário, Iskandar Safa, por danos, compensação e indemnização no âmbito do caso das “dívidas não declaradas”. De acordo com a Rádio Moçambique, no seu interrogatório, Iskandar Safa, dono da Privinvest, negou o seu envolvimento no pagamento de subornos para a viabilização dos empréstimos ilegais à ProIndicus, MAM e EMATUM, atirando todas as culpas para o seu colaborador e gestor, Jean Boustani. Por sua vez, Jean Boustani, ouvido em sede de julgamento, admitiu ter efectuado vários pagamentos a diferentes entidades e individualidades tendo em vista o financiamento de investimentos privados em Moçambique e não em jeito de suborno. Entretanto, para os advogados ao serviço do Estado moçambicano, esta justificação não é de acolher, porque a prova documental junto do processo mostra o contrário, nomeadamente o pagamento de subornos para a viabilização das dívidas ilegais. Para os causídicos, as três empresas nunca foram concebidas para ter sucesso, mas, sim, surgiram através de subornos tanto de funcionários do Governo, como de banqueiros importantes. Os empréstimos foram superiores a dois mil milhões de dólares concedidos em 2013 e 2014 à ProIndicus, EMATUM e MAM pelo Credit Suisse e VTB. Refira-se que o Estado moçambicano alcançou um acordo extrajudicial com o Banco Credit Suisse, no âmbito do financiamento do projecto ProIndicus. No início deste mês, foi rubricado mais um acordo extrajudicial com os bancos BCP SA, VTB Capital Plc (intervencionado) e o antigo VTB Bank Europe, SE (intervencionado sob gestão da OWH SE).
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