A Semana Económica: Produção Energética, Crédito à Economia e Transparência em Contratos Públicos
Esta semana trouxe acontecimentos significativos para a economia moçambicana, marcados pelo aumento da produção de energia pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), um crescimento notável no crédito à economia e um compromisso governamental com a transparência nos contratos públicos.
Escrita Por: Administração |
Publicado: 1 year ago |
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Categoria: Economia
No sector da energia, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), localizada na província de Tete, registou um aumento de 4,77% na produção de energia durante o primeiro semestre deste ano, atingindo 8,3 mil gigawatt-hora (GWh). Este incremento foi possível graças à gestão prudente e ao empenho contínuo das equipas de trabalho na manutenção e operação dos equipamentos. No entanto, a empresa também destacou um problema: o nível de armazenamento de electricidade encontrava-se abaixo do ideal. A albufeira registava uma quota de 316,98 metros, equivalente a 59,2% do armazenamento útil, afectada pelas fracas afluências devido ao fenómeno ‘El Ninõ’. Para enfrentar este desafio, a HCB implementou um plano cauteloso de gestão hidroenergética para garantir que a produção de energia se mantenha equilibrada com a disponibilidade hídrica.
Enquanto a HCB trabalhava para gerir os seus recursos hídricos, o Banco de Moçambique (BdM) divulgou dados encorajadores sobre o crédito à economia. Em Maio, o crédito concedido pelos bancos cresceu 2,5%, atingindo 277,2 mil milhões de meticais (4,3 mil milhões de dólares), o valor mais alto registado desde o início do ano. Este crescimento representa uma recuperação após um período de declínio, com o crédito a particulares a liderar, situando-se nos 91,2 mil milhões de meticais. Também os sectores dos transportes e comunicações e do comércio registaram aumentos significativos. Contudo, a taxa de juro média sobre novas operações de empréstimos para empresas subiu para 23,83%, e para consumo e habitação fixou-se em 24,92% e 23,33%, respectivamente. Em resposta, a Associação Moçambicana de Bancos (AMB) anunciou uma nova descida da taxa de juro de referência para 22%, a quinta redução em seis meses, num esforço para continuar a estimular o crescimento do crédito no País.
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“Em Maio, o crédito concedido pelos bancos cresceu 2,5%, atingindo 277,2 mil milhões de meticais (4,3 mil milhões de dólares), o valor mais alto registado desde o início do ano. Este crescimento representa uma recuperação após um período de declínio, com o crédito a particulares a liderar” situando-se nos 91,2 mil milhões de meticais
BdM
No domínio das finanças públicas, o Governo deu um passo significativo rumo à transparência nos contratos públicos. A partir de Setembro, serão divulgadas informações sobre os beneficiários efectivos de contratos públicos acima de 60 milhões de meticais (930,8 mil dólares). Esta medida insere-se nos esforços para retirar Moçambique da lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI), onde o País foi colocado em Outubro de 2022 devido a deficiências na luta contra o branqueamento de capitais e o financiamento ao terrorismo. A divulgação será trimestral e incluirá detalhes dos beneficiários efectivos das entidades adjudicadas, com excepção dos contratos relacionados com Defesa e Segurança. Esta iniciativa foi formalizada numa carta enviada ao Fundo Monetário Internacional (FMI) pelo ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, e pelo governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, num compromisso que visa aumentar a transparência e a responsabilização nas operações financeiras do Estado.